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Longevidade

Práticas e atitudes para uma vida longa e saudável

Para vida longa, amizade é mais relevante que parar de fumar, diz psicóloga

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Durante a interação social, o cérebro aumenta sua função na área de recompensa e de inteligência Imagem: iStock

Gabriela Ingrid

Do VivaBem

16/05/2018 11h57

Você já se perguntou por que as mulheres costumam viver mais do que os homens? De acordo com Susan Pinker, psicóloga e colunista de ciências sociais do The Wall Street Journal, a resposta é simples: elas priorizam os relacionamentos ao longo da vida.

Durante sua palestra no evento de lançamento da plataforma de longevidade Plenae, na terça-feira (15), em São Paulo, Pinker disse que Sardenha, uma ilha italiana no meio do Mediterrâneo e que faz parte das Zonas Azuis --locais no mundo onde as pessoas vivem por mais tempo e de forma mais saudável--, é um dos únicos lugares no mundo que os homens vivem tanto quanto as mulheres. Mas por quê?

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“Eu fui até lá entrevistar os centenários e, acredite, o segredo não é a dieta mediterrânea, o vinho e a positividade --os italianos conseguem ser bem mal-humorados quando querem. A resposta estava justamente na interação social”, diz a psicóloga. Os prédios próximos um dos outros fazem com que pessoas de diferentes idades vivam próximas também. "Além disso, lá os idosos não ficam nos quartos dos fundos das casas, eles fazem parte dos eventos familiares e da sociedade. Lá, eles nunca estão solitários."

Carine Wallauer/UOL
"Eu fui até lá entrevistar os centenários e, acredite, não é a dieta mediterrânea, o vinho e a positividade", disse a psicóloga Imagem: Carine Wallauer/UOL

O que reduz as chances de morrer?

Para exemplificar os benefícios da interação social, Pinker citou um estudo realizado pela pesquisadora Julianne Holt-Lunstad, da Brigham Young University, nos Estados Unidos. A autora da pesquisa analisou 148 estudos com mais de 300 mil adultos. Os participantes foram acompanhados por anos, até que eles morressem. Ao final da investigação, a cientista descobriu que as pessoas que viveram por mais tempo tinham em comum algumas características. Com base em suas descobertas, ela montou uma lista de coisas que mais reduzem as chances de as pessoas morrem, de forma decrescente:

1. Integração social;

2. Relacionamento próximo (com ao menos três pessoas);

3. O quanto fuma;

4. O quanto bebe;

5. Tomar vacina contra gripe;

6. Cuidar da saúde cardíaca;

7. Praticar exercício físico;

8. Ser magro ou estar com sobrepeso;

9. Cuidar da hipertensão;

10. Viver em um local com ar limpo.

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Lá, os idosos não ficam nos quartos dos fundos das casas, eles fazem parte dos eventos familiares e da sociedade Imagem: Getty Images

Mundo online

Se ter amigos ao longo da vida tem um impacto tão grande na longevidade, qual o papel da internet nesse aspecto? De acordo com Pinker, o tempo que passamos online faz diferença na forma com que as pessoas se relacionam. E uma diferença perigosa.

“O contato cara a cara libera neurotransmissores como dopamina e oxitocina, que reduzem o estresse, diminuem dores e induzem prazer. As relações online não têm a mesma reposta”, afirma a especialista. Durante a interação social, o cérebro ainda aumenta sua função na área de recompensa e de inteligência. Com certeza, os velhinhos de Sardenha não são viciados no celular.

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