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Novas evidências sugerem ligação entre colesterol e Alzheimer

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"isso não significa que o colesterol é o único gatilho para o processo de agregação, mas certamente é um deles." Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

15/05/2018 15h35

Um novo estudo, publicado na Nature Chemistry, descobriu que o colesterol pode ser um dos gatilhos para a doença de Alzheimer. Os pesquisadores encontraram evidências de que moléculas de colesterol têm potencial para agir como um catalisador, fazendo com que o beta-amiloide se aglomere em placas, bloqueando a sinalização entre as células nas sinapses -- "conexão" entre os neurônios. 

Esse acúmulo de proteínas beta-amiloide é considerado crucial na maneira como o Alzheimer destrói as células cerebrais. Michele Vendruscolo, pesquisador da Universidade de Cambridge (Reino Unido), explicou que "isso não significa que o colesterol seja o único gatilho para o processo de agregação, mas certamente é um deles."

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Apesar de muitos ligarem a questão do colesterol apenas à saúde do coração, ele também está presente no cérebro, sendo muito importante para seu funcionamento. Só que, como não consegue atravessar a barreira hematoencefálica --o cérebro faz sua própria alocação sozinho --, ter um alto nível de colesterol no sangue não significa necessariamente uma taxa elevada da substancia no cérebro.

O que os pesquisadores observaram foram moléculas de beta-amilóide aderindo às membranas das células lipídicas que continham colesterol, dando às moléculas uma maneira de se aglutinarem. Isso ajudaria a explicar o motivo para que a beta-amiloide --geralmente presente em níveis muito baixos no cérebro -- possa, de repente, começar a se agrupar em neurônios saudáveis para dar início à doença de Alzheimer.

"Os níveis de beta-amilóide normalmente encontrados no cérebro são cerca de mil vezes menores do que o necessário para observar a proteína se agregando em laboratório", descreve Vendruscolo. "Agora, precisamos entender com mais detalhes como o colesterol é mantido no cérebro para encontrar formas de inativá-lo.".

Sintomas sutis

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70% dos casos. A estimativa é de que, no mundo inteiro, 47 milhões de pessoas sofram de demência e, a cada ano, cerca de 10 milhões de novos casos sejam registrados.

Os sintomas do Alzheimer podem ser muito sutis nas fases iniciais. Costumam começar com lapsos de memória, dificuldade em encontrar as palavras certas para objetos do dia a dia, desorientação de tempo e espaço, guardar coisas fora de lugar, alterações de humor e isolamento social e do trabalho, entre outros.

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