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Jejum intermitente emagrece e ainda prolonga o tempo de vida, diz estudo

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O jejum intermitente ajuda a melhorar diversos processos metabólicos do organismo Imagem: iStock

Do VivaBem

01/05/2018 11h31

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, revisaram inúmeros estudos recentes focados nos mecanismos e benefícios do jejum intermitente. Eles descobriram que o método realmente emagrece e ainda traz diversos benefícios para a saúde, como prolongar o tempo de vida, melhorar o funcionamento dos processos metabólicos, proteger a função cognitiva, melhorar o desempenho físico, reduzir casos prejudiciais de inflamação no organismo e proteger contra doenças cardiovasculares.

A revisão da equipe, publicada em janeiro no periódico Obesity, sugere que o jejum intermitente pode ser mais saudável do que outras estratégias de dieta, pois permite que o corpo use uma nova fonte de energia, que por sua vez coloca menos estresse nas células.

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Geralmente, o organismo usa glicose (açúcar) para obter energia, mas quando jejuamos por um longo período de tempo, essa fonte de energia fica indisponível. Como o corpo precisa identificar um tipo diferente de "combustível", ele começa a converter certos tipos de gordura em ácidos graxos, que são facilmente absorvidos pelo sangue. Os ácidos graxos, por sua vez, produzem moléculas chamadas cetonas, que o corpo usa como sua nova fonte de energia.

Stephen Anton, um dos autores do estudo, chama esse processo de "mudar a troca metabólica". "Esta mudança pode acontecer depois de um certo período de tempo em jejum. É uma gradação na qual o seu metabolismo muda ao longo do tempo para usar quantidades cada vez maiores de cetonas como energia", diz.

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Estudos mostram que o jejum intermitente também reduz riscos de diabetes, câncer e doenças do coração Imagem: iStock

Mesmo com tipos de jejum diferentes, resultados foram parecidos

Anton e seus colegas explicam que a troca geralmente começa a ocorrer após oito a 12 horas de jejum. Para o estudo, os pesquisadores se concentraram nos dois tipos mais comuns de dietas de jejum intermitente: a que o indivíduo pode jejuar por um número de horas por dia (por exemplo, 16 horas) e a que as pessoas podem optar por alternar dias de jejum total com outros dias de restrição calórica (500 calorias por dia, por exemplo).

A revisão de estudos existentes revelou que, em suma, qualquer tipo de dieta de jejum intermitente está associada à perda de peso significativa. Em todos os 10 ensaios clínicos que avaliaram os efeitos do jejum de dias alternados, os resultados apontaram para a eficácia dessa estratégia quando se tratava de emagrecer. Dos quatro estudos focados no jejum por horas, três tiveram resultados semelhantes.

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A maioria dos estudos revisados revelou que, enquanto os participantes perderam gordura corporal, nenhuma quantidade significativa de massa magro foi perdida Imagem: iStock

Massa magra intacta

A maioria dos estudos revisados por Anton ainda revelou que, enquanto os participantes perderam gordura corporal, nenhuma quantidade significativa de massa magra (músculo) foi perdida. Isso sem contar nos diversos benefícios para a saúde. Os pesquisadores dizem que o jejum pode ajudar a prolongar o tempo de vida, melhorar o funcionamento dos processos metabólicos, proteger a função cognitiva, melhorar o desempenho físico, reduzir casos prejudiciais de inflamação e proteger contra doenças cardiovasculares.

Ainda assim, os autores alertam para buscar o conselho de um especialista antes de começar a fazer qualquer tipo de jejum. “Esse estilo de dieta pode não ser igualmente benéfico para todos e, em alguns casos, causar mais mal do que bem”, alertam.

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