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Perda de olfato está ligada ao Alzheimer e Parkinson e é comum em mulheres

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Do VivaBem

21/04/2018 10h57

Você já imaginou como é não sentir o cheiro das coisas? Parece estranho, mas a função olfativa é diminuída em doenças neurodegenerativas, como Parkinson e doença de Alzheimer. Isso porque a capacidade reduzida de detectar odores pode sinalizar menos regeneração ou reparação de células do corpo em geral. Esse fato em si não é uma novidade para o mundo da ciência, mas um novo estudo descobriu que esse sintoma é mais comum em mulheres com idade entre 65 e 74 anos.

Publicada no periódico Journal of Alzheimer's Disease na sexta-feira (20), a pesquisa foi a primeira a fazer associações de função olfativa e desempenho cognitivo específicas para a idade e gênero na população geral. Para chegar às conclusões, os pesquisadores examinaram 4.814 homens e mulheres que tinham entre 45 e 86 anos. A cada cinco anos, suas funções olfativas eram avaliadas.

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Após a análise, os cientistas descobriram que os participantes com idade entre 65-74 anos com disfunção olfativa apresentaram comprometimento do desempenho cognitivo. Curiosamente, essa forte associação não estava presente em participantes mais jovens (55-64 anos) ou mais velhos (75-86 anos). Além disso, o efeito foi mais presente nas mulheres do que nos homens. Diferenças gerais na função olfativa entre homens e mulheres podem ser a causa desse resultado.

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. Diferenças gerais na função olfativa entre homens e mulheres podem ser a causa desse resultado Imagem: iStock

Cheiro e declínio cognitivo

A associação encontrada no grupo de meia-idade pode ocorrer porque essa faixa etária entre 65-74 anos é fundamental para o início do declínio cognitivo e olfatório relacionado à idade. Em relação à faixa etária mais avançada, a associação pode estar coberta por outros fatores de risco, como hipertensão, diabetes ou doença arterial coronariana.

Segundo os pesquisadores, a disfunção olfativa precede o início do comprometimento cognitivo na doença do Alzheimer, o que destaca seu potencial como biomarcador para o diagnóstico pré-clínico precoce. O teste da função olfatória é uma maneira fácil e barata de detectar disfunções e pode ajudar a identificar indivíduos em risco de declínio cognitivo, especialmente em um estágio crucial entre os 65 e os 74 anos.

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