menu
Topo

Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta

Ex-modelo, ela se motivou a perder 49 kg quando não foi reconhecida na rua

Foto: Arquivo pessoal
Imagem: Foto: Arquivo pessoal

Juliana Vaz

Colaboração para o VivaBem

19/04/2018 04h00

Luana Leal, de 31 anos, chegou aos 154 kg e decidiu lutar contra a obesidade ao perceber o quanto o sobrepeso abalava sua autoestima e saúde. Ela já secou 49 kg e conta como seguir firme no treino e na dieta para emagrecer mais:

“Durante toda a adolescência fui magra. Tenho 1,80 cm de altura e pesava 60 kg. Fui modelo de diversas campanhas publicitárias e também atleta. Joguei na seleção capixaba de vôlei até 2002, quando percebi que não queria me dedicar completamente ao esporte.

Aos 18 anos, parei de fotografar e resolvi morar sozinha. Estava segura da decisão, mas não soube enfrentar os desafios da nova rotina: comia fora de hora e vivia à base de refeições congeladas e industrializadas. Em apenas um ano, engordei 50 kg.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Como ganhei peso rapidamente, as pessoas não me reconheciam mais na rua, algo que até então era frequente de acontecer por conta dos meus trabalhos como modelo. Muitas diziam que somente meus olhos continuavam os mesmos. Isso abalou minha autoconfiança e fez surgir uma compulsão alimentar.

Foram 12 anos de uma vida estressante, sem exercício e com alimentação desregrada, até que que em 2017, bati 154 kg na balança. Além do sobrepeso, minha saúde dava sinais claros de alerta.

Sentia dores fortes na coluna e desenvolvi hérnia de disco, sem contar os três comprimidos que usava diariamente para controlar a hipertensão.

Nunca cogitei fazer cirurgia bariátrica, mesmo desacreditada pelos médicos de que emagreceria naturalmente. Em julho de 2017, apostei comigo mesma que iria mudar de vida e perder peso sem medicamento. 

Minha estratégia foi enfrentar um mês de cada vez. No primeiro, reduzi a quantidade de comida que colocava no prato, assim como a ingestão de frituras, refrigerantes e cerveja. E foi mais fácil do que imaginei! No segundo, troquei o carboidrato comum pelo integral e inclui verduras e saladas no cardápio, que sempre detestei. Já frutas me davam mais prazer em comer, então, levava sempre alguma opção na bolsa.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Comecei a me alimentar a cada três horas --o que foi fundamental para controlar a fome que sentia e a compulsão -- e com a ajuda de um nutricionista que tenho na família, fui adaptando as refeições. Inclui a caminhada na rotina, que me comprometi a fazer por no mínimo 30 minutos, todos os dias.

Não tinha uma meta de peso fincada, mas sabia que pela frente teria mais de 70 kg para eliminar.

Para evitar frustrações, foquei na saúde e em melhorar meus exames, ainda que continuasse gordinha. Assim, após quatro meses perdi 30 kg, sem sofrimento.

Com menos peso e mais disposição, resolvi começar a fazer kickboxing. No início, não conseguia erguer minhas próprias pernas para executar os chutes que a arte marcial pede, mas insisti. Fui ajustando o ritmo para não prejudicar minha coluna e, conforme emagrecia e ganhava flexibilidade, passei a fazer todos os movimentos da aula.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Já a musculação era um terreno arriscado para mim. Fui a diversas academias e em todas sofri preconceito por ser gorda. Tudo que os professores diziam é ´faz 1 hora de esteira´, e sequer me mostravam como executar os exercícios adequadamente. Apesar do trauma, procurei uma nova academia e há 5 meses estou satisfeita com o acompanhamento dos treinadores.

Para seguir motivada no processo de emagrecimento, decidi fazer um perfil no Instagram. A troca de incentivos com os seguidores é intensa e animadora. Hoje, são mais de 30 mil pessoas me ajudando a continuar firme. Evolui ainda mais na perda de peso e nos treinos. Faço duas vezes por semana kickboxing e três vezes por semana musculação. Aos finais de semana, ainda que enferrujada, jogo vôlei com os amigos para matar as saudades dos tempos de atleta.

Ao longo de 9 meses, já eliminei 49 kg e agora a meta é baixar o ponteiro da balança para os 90 kg. Dos três medicamentos que usava para controlar a hipertensão, hoje tomo apenas um --que de acordo com meu cardiologista, se eu mantiver o ritmo de emagrecimento e atividade física, devo conseguir me libertar em breve!

Siga o VivaBem nas redes sociais
Facebook • Instagram • Youtube