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Cientistas desenvolvem um implante vaginal para proteger mulheres do HIV

University of Waterloo
O implante é composto por um tubo oco e dois braços flexíveis para mantê-lo no lugar Imagem: University of Waterloo

Do VivaBem

16/04/2018 12h29

Ao mesmo tempo em que uma vacina contra o HIV está sendo desenvolvida nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, inventaram um implante vaginal com o intuito de proteger a mulher da infecção do vírus da Aids. Ao contrário dos métodos convencionais de prevenção do HIV, como preservativos ou medicamentos, o implante aproveita a imunidade natural do próprio indivíduo contra o vírus.

A ideia do implante é estimular as células T do corpo a não responderem à infecção. O HIV infecta o organismo corrompendo essas células, que são mobilizadas pelo sistema imunológico quando o vírus entra no corpo. No entanto, quando as células T permanecem em repouso e não tentam combater o HIV, elas não são infectadas e o vírus não é transmitido.

Composto por um tubo oco e dois braços flexíveis para mantê-lo no lugar, o implante já foi testado em camundongos. A equipe observou uma redução significativa na ativação das células T.

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"Sabemos que alguns medicamentos tomados por via oral nunca chegam ao trato vaginal, então este implante poderia fornecer uma maneira mais confiável de estimular as células T a não responderem à infecção e, portanto, prevenir a transmissão de forma mais confiável e barata", diz Emmanuel Ho, professor na Escola de Farmácia de Waterloo.

"O que ainda não sabemos é se isso pode ser uma opção independente para prevenir a transmissão do HIV ou se pode ser melhor usado em conjunto com outras estratégias de prevenção. Nosso objetivo é responder a essas perguntas com pesquisas futuras."

University of Waterloo
Novos estudos pretendem dizer se o implante pode ser uma opção independente para prevenir a transmissão do HIV ou se é melhor ser usado em conjunto com outras estratégias de prevenção Imagem: University of Waterloo

Outra célula do sistema imune pode funcionar como arma contra o vírus

Antes consideradas desnecessárias e até perigosas para a saúde humana, as células B silenciadas também podem atacar vírus potentes, como o do HIV, de acordo com um novo estudo publicado no periódico Science, na sexta-feira (13).

Os pesquisadores descobriram que a genética que faz com que as células produzam anticorpos para atacar os tecidos do próprio corpo pode ser adaptada e fazer com que as células B silenciadas combatam infecções. Essa descoberta pode abrir caminho para a descoberta de novas vacinas contra o HIV, por exemplo.

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