menu
Topo

Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Em excesso, "colesterol bom" pode trazer prejuízos para sua saúde

iStock
Imagem: iStock

Do VivaBem

15/04/2018 11h01

Apelidado de "colesterol bom", o HDL é conhecido por evitar o acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos e proteger o coração. Por isso, o recomendado é sempre manter um nível elevado da substância no organismo --o que pode ser feito com a prática regular de exercícios e alimentos fonte de ômega-3, como azeite, salmão, sardinha e linhaça.

Porém, um novo estudo publicado no European Heart Journal apontou que pessoas com taxa de HDL elevada no organismo têm risco 43% maior de sofrerem uma doença infecciosa --como pneumonia e gastroenterite --, quando comparadas a indivíduos com nível considerado normal. É importante ressaltar que em voluntários com HDL baixo esse risco foi 75% maior.

Veja também:

"Surpreendentemente, nós descobrimos que tanto o nível elevado quanto o baixo de colesterol HDL gera um grande perigo de hospitalização por causa de infecções", afirmou Børge  Nordestgaard cientista da Universidade de Copenhague (Dinamarca) e um dos autores do estudo. "E os dois grupos têm alto risco de morrer por causa dessas doenças", completou.

No trabalho científico, que comparou o histórico de internação por infecções e o colesterol bom de mais de 100.00 pessoas, foi considerado nível baixo de HDL menos de 31 mg/dl; e elevado acima de 100 mg/dl. Esse taxa alta  e colesterol bom não é fácil de ser alcançada: somente 8% dos indivíduos a apresentaram -- enquanto 21% tinham HDL abaixo do normal.

Os autores afirmam que são necessários novos estudos para entender exatamente como o colesterol bom aumenta o risco de doenças infecciosas e se o excesso da substância gera algum impacto negativo no sistema imunológico --principalmente porque, até então, trabalhos feitos em animais e em células mostraram o contrário. 

"O resultado indica que futuras pesquisas sobre as funções do HDL no organismo não devem apenas focar em problemas cardiovasculares e também necessitam olhar para outras doenças que podem estar associadas à substância", acredita Nordestgaard.

Siga o VivaBem nas redes sociais
Facebook • Instagram • Youtube