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Comer muita carne vermelha processada aumenta risco de gordura no fígado

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

21/03/2018 15h58

Há evidências de que o consumo excessivo de carne vermelha, especialmente processada (hambúrguer, linguiça, salsicha), está relacionado a problemas como câncer, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. E um novo estudo, publicado no Journal of Hepatology, acrescentou mais um mal nessa lista: a esteatose hepática, que é o excesso de gordura no fígado.

Shira  Zelber-Sagi, principal autor do estudo, explica que a presença de gordura no fígado é um componente da síndrome metabólica, bem como de resistência à insulina.

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A fim de testar a associação do tipo de carne e método de cozimento com a esteatose e a resistência à insulina, os pesquisadores realizaram um estudo com pacientes de 40 a 70 anos que foram submetidos a exames de colonoscopia e concordaram em participar de um estudo de triagem metabólica e hepática.

Após a exclusão de alguns dos participantes devido a fatores como doença hepática e abuso de álcool, cerca de 800 indivíduos foram incluídos na análise principal, dos quais uma subamostra de 357 voluntários completou um questionário sobre como costumava preparar a carne.

Nesses indivíduos, 38,7% dos participantes tinham esteatose e 30,5% apresentaram resistência à insulina. Segundo os pesquisadores, os métodos de cozimento insalubres foram fritar ou grelhar a carne até que ela estivesse bem passada, pois produzem aminas heterocíclicas, que são compostos pró-inflamatórios. 

Os pesquisadores identificaram que quem comia muita carne era mais jovem, do sexo masculino e com um IMC (índice massa corporal) alto e perfil metabólico pior.

Os resultados mostraram que o alto consumo de carne vermelha e processada está associado à esteatose hepática e resistência à insulina, independentemente da ingestão de gordura saturada, de colesterol e de outros fatores de risco, como o IMC.

Dietas baixas em carboidratos são frequentemente recomendadas para prevenir doenças metabólicas. Elas costumam ser ricas em proteína animal, especialmente carne. O alimento contribui com nutrientes benéficos para a saúde, incluindo proteínas, ferro, zinco e vitamina B12, mas o estudo atual indica que a carne deve ser consumido com moderação e que seu tipo e modo de preparo precisam ser escolhidos com sabedoria.

Zelber-Sagi recomenda limitar o consumo de carne vermelha e processada e preferir a carne branca magra, como frango, peru ou peixe. Os pesquisadores também indicam sempre cozinhar ou ferver os alimentos em vez de grelhar ou fritar em alta temperatura até eles ficarem bem passados.

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