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Inspiração pra fazer da atividade física um hábito

Smartwatch não garante que treino dê resultado; mas vale a pena você ter um

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Imagem: iStock

Zé Lúcio Cardim

Colaboração para o VivaBem

14/03/2018 04h00

Os smartwatches e relógios com GPS dominaram o pulso de quem faz atividades físicas --especialmente esportes ao ar livre, como corrida e ciclismo --, e hoje em dia são acessórios de treino quase tão obrigatórios para esses atletas quanto o tênis ou a bike.

A tecnologia permite a você acompanhar dados do exercício em tempo real --como distância percorrida, velocidade, calorias gastas e até postura -- e promete ajudar na conquista de melhores resultados. Mas será que isso realmente acontece?

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Uma pesquisa publicada no periódico The Lancet Diabetes & Endocrinology mostrou que pessoas que treinaram regularmente com um monitor de atividades físicas não apresentaram melhora significativa em testes de desempenho físico e saúde após um ano utilizando o acessório. Já em outro estudo, realizado pela Universidade de Pittsburgh (EUA), voluntários que fizeram exercícios sem o monitor de atividades físicas perderam quase 4 kg a mais ao fim do trabalho científico do que quem malhou com a tecnologia

Calma! Não precisa se arrepender de ter comprado um smartwatch para treinar. Ainda há bons motivos para você colocá-lo no pulso quando for correr, pedalar, malhar, nadar...

Aumenta a motivação 

Informação é sempre um ótimo combustível para você dar o melhor de si no exercício. Saber que faltam apenas 2 km para completar uma corrida ou só mais alguns dígitos para queimar 500 calorias pode dar aquela motivação extra e fazer com que você se esforce mais. “Existe uma relação entre o estado emocional do atleta e o que ele vê no monitor de atividade física”, explica Carla Di Pierro, psicóloga esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro (COI). “Quando os resultados vão bem, é o melhor dos mundos para a cabeça de quem pratica exercícios.” 

Traz informações importantes para a evolução 

Velocidade, distância, número de passadas por minuto, postura, tempo em que seu pé fica no solo, batimentos cardíacos, calorias gastas, VO2 máximo... A cada novo modelo, os smartwatches e GPS são capazes de mostrar mais e mais dados sobre o exercício. Ainda bem. Essas informações servem de parâmetro para o treinador adequar os exercícios à capacidade física real do atleta. “É uma ferramenta excelente. Com as referências dos smartwatches, é possível definir a intensidade ideal de esforço durante todo o ciclo de preparação. Isso é importante para a melhora no esporte e também ajuda a evitar lesões", afirma Diego Lopez, educador físico pós-graduado em treinamento desportivo. 

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Permite a você se desafiar

"Quantos minutos sou capaz de correr a 12 km/h?" Ou "Será que consigo queimar mais calorias do que no treino de ontem?" Os relógios criam gráficos que permitem a você não só acompanhar sua evolução técnica ao longo da semana, do mês e do ano, como também criar desafios e tentar melhorar os próprios recordes. Além de aumentar sua empolgação durante o exercício, isso pode motivá-lo a treinar naquele dia em que está cansado ou sem a menor vontade de praticar atividade física.

Por que às vezes o GPS marca a distância incorreta?

"A prova tinha 10 km, mas meu relógio dez que corri 10,9 km." Não é raro ver nas redes sociais atletas reclamando que, segundo seu smartwach ou GPS, o percurso de uma corrida estava errado. Porém, geralmente, os quilômetros mostrados a mais não acontecem por falha de medição do percurso e sim por culpa do acessório em seu pulso --ou sua. 

Acontece que você pode ter simplesmente corrido um pouco a mais porque fez algumas curvas muito abertas ou desviou de outros atletas. Além disso, um estudo publicado no International  Journal of Geographical  Information  Science aponta que é comum o GPS superestimar a distância percorrida.    

Segundo Peter Ranacher, pesquisador da Universidade de Salzburg, na Áustria, e um dos autores do trabalho científico, seu relógio se comunica com satélites para saber sua posição (e quanto correu). Mas essa "conversa" não é um diálogo contínuo.     

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“Numa corrida, é registrada uma ‘faixa de GPS' que consiste em uma sequência de posições consecutivas", explica Ranacher. Basicamente, um GPS não acompanha continuamente o movimento do corredor. Ele dá um “ping” de tempos em tempos. Isto é, encontra sua localização em um momento específico e estima a distância  entre cada “ping”.

Isso pode levar a dois tipos de falha. A primeira é chamada de “erro de interpolação”. Se o seu relógio não fizer “ping” em sua localização com frequência suficiente, ele irá subestimar a distância. "Digamos que você corra ao longo de uma faixa circular, mas seu GPS só grava quatro posições durante esse período", disse Ranacher. "Sua trilha de GPS parece um quadrado, mas deveria ser um círculo".

O segundo e mais comum tipo é o “erro de medição”: cada vez que um satélite tenta registrar sua localização, ele pode ter alguma dificuldade na tarefa e atrasar a informação. E quando seu relógio tentar medir a distância entre os dois últimos pings, a linha será mais longa do que você realmente percorreu.

“O problema é: se o GPS coleta muitas posições durante a corrida, a distância será mais longa do que realmente era”, diz o pesquisador. “Se recolhe poucas, será mais curto.” Como a maioria dos dispositivos coleta posições em alta frequência, é mais provável que a distância mostrada seja sempre um pouco maior. 

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