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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Medicamento para artrite disponível no mercado combateu diabetes em ratos

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

13/03/2018 17h41

Uma droga que tem sido utilizada desde 1998 no tratamento da artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que afeta muitas articulações, incluindo as das mãos e dos pés, pode ser útil para pessoas com diabetes tipo 2.

Ao longo dos anos, cientistas observaram que o composto leflunomida parece diminuir os níveis de glicose no sangue e, em pessoas obesas, leva até à perda de peso. Mas ainda não havia ficado claro como ou o motivo dessas interações.

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Apesar de serem doenças diferentes, algumas interações entre as duas foram observadas ao longo dos anos. Por exemplo: pessoas com artrite reumatoide são mais propensas a desenvolverem diabetes, assim como o contrário. Além disso, indivíduos com artrite reumatoide que continuam a desenvolver diabetes tipo 2 tendem a controlar cada vez mais seus níveis de açúcar no sangue.

Para identificar essa ação, os pesquisadores utilizaram dois perfis diferentes de ratos. Em ambos, a droga não apenas melhorou os níveis de açúcar no sangue, como realmente fez com que as células começassem a reagir novamente à insulina. Os resultados foram publicados no Journal of Endocrinology.

"Nós estudamos como a leflunomida funciona a um nível molecular. Descobrimos que ela visa uma proteína envolvida na dessensibilização do receptor de insulina, que é responsável por instruir as células a começarem a absorver açúcar da corrente sanguínea", explicou um dos autores do estudo, Xiulong Xudo, ao Medical News Today.

Como a leflunomida também funciona em outros alvos do corpo, é possível que a resposta antidiabética envolva mais de um caminho. Exatamente por isso, os pesquisadores pretendem realizar mais trabalhos sobre o tema. "Sabemos que alguns fatores inflamatórios também podem dessensibilizar o receptor de insulina e o medicamento é um anti-inflamatório", ressaltou o especialista.

E agora?

Embora os resultados sejam ótimos, o que funciona em animais pode não dar certo em pessoas. Por isso, estão previstos novos testes. Uma vez que a droga já está aprovada para uso em humanos, levá-la do tratamento da artrite reumatoide para o de diabetes seria um caso relativamente rápido, desde que os próximos ensaios clínicos apoiem a hipótese dos pesquisadores. 

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