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Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

"Não saía de casa se chovesse", diz mulher que fez cirurgia para calvície

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Imagem: iStock

Vivian Ortiz

Do VivaBem, em São Paulo

21/02/2018 04h00

"Minha calvície é hereditária e sempre tive pouco cabelo, desde criança. Isso não me incomodava até os 20 anos, quando percebi que o problema aumentava cada vez mais, a ponto de me deixar envergonhada e com a autoestima baixa." Essa é a história da corretora de imóveis Jucy Brito, 35, que se privou de algumas situações por conta de sua condição. 

Teve uma época em que não saía se estivesse chovendo, porque as falhas ficavam bastante perceptíveis quando os fios estavam mais úmidos.

Jucy Brito

De acordo com a Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC), 5% das brasileiras têm calvície (o problema atinge 50% dos homens). E, ao contrário do que costumamos acreditar, não é a queda mas, sim, uma diminuição da espessura ou da densidade dos fios. Com isso, a pessoa percebe que está ficando cada vez mais careca, sem notar necessariamente uma queda exagerada de cabelo. 

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De modo geral, a calvície pode ser didaticamente classificada em dois modos: cicatricial e não cicatricial. A primeira é aquela onde existe uma perda do folículo piloso para sempre, ou seja, irreversível. Já na não cicatricial, há a possibilidade de crescimento, tornando a calvície reversível. 

O que é considerado normal?

Uma queda diária de até 100 fios por dia. Se você perceber mais do que isso, melhor investigar, pois não é comum. Queda anormal dos fios deve ser sempre analisada. Perceba se existem mais de seis fios na fronha do travesseiro pela manhã, ou se ficam muitos fios em seu local de trabalho, como no teclado do computador ou na mesa da cozinha, por exemplo. Só não vale contar os fios na hora do banho, pois nesta situação é normal a queda.

Como resolver?

Getty Images
Imagem: Getty Images

A melhor forma para se prevenir é ter uma alimentação saudável, evitar procedimentos agressivos e químicos nos cabelos e, ao observar mudanças hormonais, buscar a ajuda de um endocrinologista ou ginecologista imediatamente. Quanto à questão genética, como não há prevenção, o tratamento precoce é fundamental.

As terapias costumam ser com loções, cápsulas de vitaminas e medicações, além de aplicações de laser no couro cabeludo e, por último, o transplante de cabelos. Foi o caso de Jucy, a corretora de imóveis mostrada no início da matéria, que começou a resolver seu problema no dia que foi ao consultório dentário e viu que o próprio dentista havia feito transplante capilar.

Interessada, pegou o contato e foi ao cirurgião plástico especializado na técnica. Jucy passou por uma cirurgia de transplante capilar que utiliza a técnica tradicional Strip, em que o cirurgião retira um faixa do couro cabeludo e as unidades foliculares são individualizadas uma a uma por técnicas ao microscópio. Nesta técnica há a possibilidade de obter um número maior de fios por sessão, mas existe a dependência da elasticidade do couro cabeludo para a retirada da faixa. Uma fina cicatriz linear permanece no lugar.

De acordo com o especialista Márcio Crisóstomo, a Técnica Combinada permite o implante do maior número de fios em uma única cirurgia. "Em alguns casos, podemos transplantar até mais de 20 mil fios e atender problemas severos de calvície”, afirma.

Após uma recuperação de cerca de 18 dias, que não a impediu de trabalhar, Jucy, que preferiu não divulgar fotos, se diz outra pessoa. "Ficou perfeito. Passado um ano, nem dá para perceber que fiz. Até hoje, preciso colocar uma fórmula no meu cabelo, mas é mais para os fios naturais. De resto, vida normal."

Quais são as causas?

Costuma ser genética, pois existem fatores hereditários que levam a essa rarefação dos fios. Mas algumas causas indiretas podem colaborar para o aumento do problema. Seguem:

• Fatores nutricionais: deficiências de ferro, cobre, zinco, vitamina B12, entre outros;

•  Alopecia areata: queda de cabelos grave, que pode acometer todos os pelos do corpo, diretamente envolvida com questões emocionais;

• Alterações endocrinológicas: distúrbios de tireoide, síndrome de ovários micropolicísticos, menopausa, entre outras;

Os homens costumam ser afetados pela alopecia androgenética, já nas mulheres o mais comum é o eflúvio telógeno, que é aquele cabelo que se desprende por um fator hormonal ou por uma dieta proteica inadequada, além de falta de sono e estresse.

Fontes: Valcinir Bedin, professor de dermatologia, mestre e doutor em medicina pela UNICAMP, tricologista, nutrólogo e presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC); Adriano Almeida, médico tricologista, professor de Dermatologia e Diretor da Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC) e Alberto Cordeiro, dermatologista especialista em cosmiatria e tricologia.

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