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Tratamento com laser reduz gordura no fígado, colesterol e peso corporal

USP
Imagem: USP

Do VivaBem

20/02/2018 09h44

O acúmulo de gordura no fígado, ou esteatose hepática, em longo prazo, pode levar a um processo inflamatório crônico, causando cirrose ou câncer. Como seu principal fator de risco é o sobrepeso e a obesidade, o tratamento geralmente envolve programas de emagrecimento, com a prescrição de dieta e exercício.

Um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de São Paulo mostrou que o uso de um equipamento durante as atividades físicas pode ajudar a acelerar o processo de diminuição da gordura no fígado: o laser infravermelho.

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O trabalho científico foi conduzido por pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos e envolveu 20 voluntários obesos do sexo masculino, com idades entre 20 e 40 anos.

Os participantes do estudo receberam orientações nutricionais e tiveram de evitar a ingestão de bebidas alcoólicas. Durante dois meses, três vezes por semana, dez voluntários realizaram uma hora de exercícios aeróbicos e musculação e, em seguida, passaram por uma sessão de dez minutos de aplicação de uma luz proveniente de quatro placas com 16 emissores de laser cada.

As placas foram colocadas sobre o abdômen, quadríceps, os glúteos e bíceps, estimulando o gasto de energia acumulada.

iStock
O laser, quando aplicado em pessoas que fizeram dieta e atividades físicas, reduziu as enzimas hepáticas Imagem: iStock

O restante dos voluntários não realizou a terapia com luz, mas passou por uma educação nutricional e executou os exercícios.

O resultado, publicado em janeiro no periódico Journal of Obesity & Weight Loss Therapy, mostrou que a ação do laser, em conjunto com a prática de exercícios e a educação nutricional, reduziu de 80% a 90% a mais das enzimas hepáticas responsáveis pelo metabolismo de várias ações do fígado, em relação aos voluntários que não usaram o laser.

“Quanto menor a gordura visceral, menores serão as enzimas hepáticas”, disse Antonio Eduardo de Aquino Júnior, um dos autores do estudo, ao Jornal da USP.

Além da gordura visceral, o peso corporal, a gordura total do corpo, o colesterol total, a lipoproteína de baixa densidade (LDL), e os triglicerídeos também foram reduzidos, segundo os pesquisadores.

De acordo com Júnior, o projeto quer fornecer à comunidade médica uma tecnologia que proporcione aos pacientes um tratamento alternativo para combater a obesidade.

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