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Excesso de cálcio nas células cerebrais pode estar relacionado ao Parkinson

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

19/02/2018 16h12

Os pesquisadores descobriram que o nível elevado de cálcio nas células cerebrais pode levar à formação de “aglomerados tóxicos” --marca registrada da doença de Parkinson.

A equipe, liderada pela Universidade de Cambridge, afirma que o cálcio pode mediar a interação entre pequenas estruturas dentro das terminações nervosas --importantes para sinalização neuronal no cérebro -- e a alfa-sinucleína, proteína associada ao problema neurodegenerativo.

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Os pesquisadores acreditam que o excesso de cálcio ou alfa-sinucleína pode ser o que inicia a reação em cadeia que leva à morte de células cerebrais.

Os resultados, publicados na Nature Communications, representam mais um passo para entender como e por que as pessoas desenvolvem Parkinson.

O Parkinson é uma das várias doenças neurodegenerativas causadas quando as proteínas se multiplicam na forma errada e se mantêm em conjunto com outras proteínas, formando eventualmente estruturas finas denominadas fibrilas amilóides. Estes depósitos amilóides de alfa-sinucleína agregada, também conhecidos como corpos de Lewy, são o sinal da doença de Parkinson.

Curiosamente, não ficou claro até agora o que a alfa-sinucleína realmente faz na célula: por que está lá e como implica em vários processos.

"A alfa-sinucleína é uma proteína muito pequena com pouca estrutura e precisa interagir com outras proteínas ou estruturas para se tornar funcional, o que dificultou o estudo", disse Gabriele  Kaminski  Schierle, autor principal do trabalho científico.

Graças às técnicas de microscopia de super-resolução, eles conseguiram observar dentro das células o comportamento da alfa-sinucleína. Para fazer isso, a equipe isolou vesículas sinápticas, parte das células nervosas que armazenam os neurotransmissores que enviam sinais de uma célula para outra.

Nos neurônios, o cálcio desempenha um papel na liberação de neurotransmissores. Os pesquisadores observaram que, quando o nível do mineral nas células aumentava, a alfa-sinucleína se liga a vesículas sinápticas em múltiplos pontos, fazendo com que elas se juntem. Isso indica que o papel normal da alfa-sinucleína é ajudar a transmissão química de informações através das células nervosas.

"Essa é a primeira vez que vimos que o cálcio influencia a forma como a alfa-sinucleína interage com as vesículas sinápticas. Nós pensamos que a alfa-sinucleína é quase como um 'sensor' de cálcio. Na presença do mineral, ela muda sua estrutura e forma de interação com seu ambiente, o que provavelmente é muito importante para sua função normal", afirma Janin Lautenschläger, outro autor do estudo.

Para os pesquisadores, compreender o papel da alfa-sinucleína em processos fisiológicos ou patológicos pode auxiliar no desenvolvimento de novos tratamentos para o Parkinson.

Os cientistas não concluíram se o nível elevado de cálcio está relacionado à dieta.

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