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Por que as bebidas alcoólicas deixam algumas pessoas mais agressivas?

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

13/02/2018 15h40

Sabe aquele seu amigo que sempre que toma uns drinques a mais fica valente e arruma confusão? A ciência já está atrás dos motivos que explicam esse tipo de comportamento. Uma pesquisa usou exames de ressonância magnética (MRI) para medir o fluxo sanguíneo no cérebro e entender melhor o motivo que leva as pessoas a se tornarem agressivas e violentas após beber álcool.

Os pesquisadores notaram haver mudanças no funcionamento do córtex pré-frontal do cérebro, a parte normalmente envolvida na degradação do nível de agressão de uma pessoa, após apenas duas doses. O estudo foi liderado por Thomas Denson, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.

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Denson e sua equipe recrutaram cinquenta jovens saudáveis. Os participantes receberam duas bebidas, uma com vodca e a outra um placebo, sem álcool. Enquanto ficavam deitados no equipamento de ressonância magnética, eles tiveram que competir em uma tarefa que tem sido regularmente utilizada nos últimos 50 anos para observar o nível de agressão em resposta à provocação.

A ressonância magnética funcional permitiu aos pesquisadores ver quais áreas do cérebro foram desencadeadas quando a tarefa foi realizada. Eles também conseguiram comparar a diferença em varreduras entre os participantes que consumiram álcool e aqueles que não, sendo comprovado que não teve influência nas respostas neurais dos participantes.

No entanto, ao se comportar de forma agressiva, houve um mergulho na atividade no córtex pré-frontal do cérebro daqueles que consumiram bebidas alcoólicas. Este efeito amortecedor também foi observado nas áreas do cérebro que estão envolvidas na recompensa. Além disso, a atividade aumentada foi observada no hipocampo, a parte do cérebro associada à memória das pessoas.

"Embora tenha havido um efeito de amortecimento geral do álcool no córtex pré-frontal, mesmo com uma baixa dose de álcool, observamos uma relação positiva significativa entre a atividade do córtex pré-frontal dorsomedial e dorsolateral e a agressão relacionada ao álcool", explica Denson ao EurekAlert. "Essas regiões podem apoiar comportamentos diferentes, como paz versus agressão, dependendo se uma pessoa está sóbria ou intoxicada".

Menos danos

Os resultados são em grande parte consistentes com um crescente corpo de pesquisa sobre a base neural da agressão, e como ela é desencadeada por mudanças na forma como o córtex pré-frontal, o sistema límbico e as regiões relacionadas a recompensa do cérebro funcionam. Os resultados do estudo atual também são consistentes com várias teorias psicológicas da agressão relacionada ao álcool.

"Encorajamos futuras investigações em grande escala sobre os fundamentos neurais da agressão relacionada ao álcool com doses mais fortes e amostras clínicas. Ao fazê-lo, poderíamos reduzir substancialmente os danos causados pelo álcool", acrescentou Denson.

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