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Álcool pode ser mais prejudicial para a saúde do cérebro do que maconha

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

13/02/2018 17h12

Com a legalização da maconha cada vez mais presente em diversos países, um número crescente de estudos começou a explorar os potenciais danos e benefícios da droga. 

Cientistas da Universidade do Colorado em Boulder (EUA) realizaram uma revisão de exames de imagem existentes para avaliar os efeitos do álcool e da maconha, ou cannabis, no cérebro. Suas descobertas relacionaram o consumo da bebida com mudanças em longo prazo na estrutura da substância branca e da matéria cinzenta no cérebro. Já o uso de maconha, no entanto, parece não ter efeitos significativos em longo prazo sobre a estrutura cerebral.

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O trabalho científico analisou imagens cerebrais de 853 adultos com idade entre 18 e 55 anos e 439 adolescentes de 14 a 18 anos. Todos os participantes variaram no uso de álcool e maconha. Resultado: a bebida --particularmente em adultos que a ingeriam há muitos anos-- foi a única associada à redução no volume de matéria cinzenta e branca.

A matéria cinzenta é o tecido na superfície cerebral que consiste principalmente nos corpos das células nervosas. A matéria branca é o tecido cerebral mais profundo, que contém fibras nervosas mielinizadas, espécie de ramos que sobressaem de células nervosas que transmitem impulsos elétricos para outras células e tecidos. A diminuição ou perda de integridade desses tecidos podem prejudicar o funcionamento do cérebro. 

A líder do trabalho Rachel Thayer, do Departamento de Psicologia e Neurociências da Universidade do Colorado em Boulder, e seus colegas acreditam que beber álcool provavelmente é muito mais prejudicial para a saúde cerebral do que usar maconha. No que diz respeito aos possíveis benefícios do uso da erva, no entanto, Thayer e sua equipe observam que são necessárias pesquisas adicionais para chegar a algumas conclusões.

No ano passado, por exemplo, o Medical News Today relatou um estudo que liga o uso de maconha a um maior risco de psicose em adolescentes, enquanto outra pesquisa afirmou que a droga é "pior do que os cigarros" para a saúde cardiovascular.

Do outro lado da moeda, pesquisadores descobriram que o cannabinoides --compostos ativo na maconha-- poderiam ajudar a prevenir a enxaqueca, além de um estudo mais recente ligar o uso de maconha a um aumento do desejo sexual.

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