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A bebida queridinha do Carnaval: o que a catuaba faz no seu corpo?

Robson Ventura/Folhapress
Imagem: Robson Ventura/Folhapress

Chloé Pinheiro

Colaboração para o VivaBem

08/02/2018 04h10

Doce, barata e fácil de encontrar. Queridinha dos foliões, a bebida à base de catuaba, planta brasileira com fama de ser afrodisíaca, tem alta procura no Carnaval. Seu consumo exagerado, no entanto, está longe de ser terapêutico. “Ela é uma bebida processada, com aditivos químicos e açúcar adicionado”, aponta Clarissa Fujiwara, nutricionista da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Apesar de o rótulo não trazer a tabela nutricional com as quantidades de cada item, o açúcar é um dos primeiros da lista de ingredientes, sem contar a presença de outros itens adocicados, como o vinho tinto e o suco de maçã --um dos que mais possui frutose, cujo excesso também faz mal ao corpo.

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Graças ao sabor suave, as doses descem quase imperceptíveis e você só ingere mais açúcar. Fora o efeito engordativo do próprio álcool, que é mais calórico do que proteína e carboidrato. São 14 gramas de álcool a cada 100 ml, ou 98 calorias por dose de catuaba.

Alto teor alcoólico

Além da alta quantidade de calorias, o álcool traz mais problemas para a saúde em excesso. Nas marcas mais populares, a graduação é de 14%, soma de álcool e de outras bebidas usadas na fabricação da catuaba, como o vinho tinto seco. É praticamente o mesmo que tem um vinho tinto e quase três vezes mais que a cerveja.

Por conta desse número, vale maneirar no uso. Mas é difícil estabelecer um limite máximo para os copos, pois cada organismo tem uma tolerância particular ao álcool. A medida tida como “moderada” pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de uma dose ao dia para mulheres e duas para homens.

Bebida do amor?

Não há evidências científicas consistentes sobre o poder afrodisíaco da planta catuaba. O que se sabe é que a bebida tem ação vasodilatadora, o que facilitaria a ereção, além do próprio fator desinibição provocado pelo álcool. Mas, com o exagero, a extroversão pode ser substituída pelo efeito depressor no sistema nervoso. Aí a libido e as possibilidades de se dar bem vão embora.

Os efeitos do excesso

Enquanto as doses são ingeridas sem parar, o fígado, órgão que metaboliza o álcool, não dá conta de lidar com todas as moléculas. O tempo varia, mas em geral o corpo leva cerca de uma hora e meia para metabolizar cada dose, acima disso o consumo já é prejudicial.

O carboidrato do álcool não é aproveitado pelo organismo, então há ainda há o risco de hipoglicemia, apesar da alta dose de açúcar fornecida pelo drinque. Em último caso, até o coma alcoólico pode aparecer.

A longo prazo, o problema é a cirrose hepática, quando o órgão vai aos poucos deixando de funcionar, e o acúmulo de gordura abdominal, a que mais oferece perigo ao coração. Sem contar que casos de câncer estão ligados ao excesso de ingestão de álcool

No curto prazo, quando a festa acaba, a qualidade do sono fica prejudicada e, no dia seguinte, a famosíssima ressaca aparece, financiada pela desidratação provocada pelo álcool. Com o calor e suor que costumam acompanhar os bloquinhos, esse efeito é ainda mais sentido. Por isso, não abra mão da água: na medida uma dose de álcool, uma de água. E respeite seus limites. Só assim você garante que a folia não termine mais cedo.

Fontes: Ana Cecília Marques, psiquiatra e professora da Universidade Federal de São Paulo; Maria Edna de Melo, endocrinologista presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; Vivian Ragasso, nutricionista do Instituto Cohen de Reabilitação e Medicina do Esporte.

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