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Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Dormir mal aumenta o risco de hipertensão

Getty Images
Imagem: Getty Images

Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

11/01/2018 04h00

Os malefícios de uma noite mal dormida vão muito além de cansaço, irritação e muitos bocejos no dia seguinte. Ter poucas horas de sono também afeta a pressão arterial e aumenta o risco de hipertensão. A doença, mais conhecida como pressão alta, é um mal silencioso e não possui sintomas --o que dificulta o diagnóstico. Ela é fator de risco para problemas cardiovasculares, como arritmia cardíaca, AVC e infarto.

Por que o sono tem tudo a ver com o coração?

Quando dormimos, nosso organismo descansa e se restabelece por completo, incluindo aí o coração e o cérebro. Nas fases profundas do sono, os hormônios que controlam a circulação são produzidos. Se você dorme mal (menos de seis horas por noite), o nível dessas substâncias cai e o fluxo sanguíneo é afetado. Isso acontece pois o sistema nervoso simpático não é desligado, ou seja, o corpo entende que o cérebro e o coração não devem descansar e mantém a pressão arterial e a frequência cardíaca elevadas.

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Mas fique tranquilo. É preciso bem mais do que uma noite mal dormida para sofrer com esses males. O problema é dormir pouco e ter um sono de má qualidade constantemente.

E é exatamente por isso que quem tem apneia obstrutiva do sono corre ainda mais riscos, já que a doença é caracterizada pela obstrução total ou parcial das vias áreas durante o sono. Isso eleva a atividade cerebral na parte da noite e faz com que a frequência cardíaca aumente. Também provoca o fechamento dos vasos arteriais. Aí, o sangue circula com maior pressão para conseguir chegar a todas as partes do corpo.

Prevenção e tratamento

Para descobrir se você está com hipertensão, basta aferir a pressão em casa ou em qualquer hospital. Se marcar 140 x 90 mmHG (a popular 14 por 9) ou mais, ela é considerada alta. A doença não tem cura, mas há tratamentos para controlá-la. Por isso, é importante buscar um cardiologista para avaliar se é preciso ou não tomar medicamento.

De qualquer forma, a mudança no estilo de vida é necessária para quem tem hipertensão e para a prevenção da doença. Reduzir o consumo de sal e alimentos industrializados é uma delas, já que o sódio em excesso no organismo provoca vasoconstrição (reduz o diâmetro das artérias), aumentando a pressão arterial.

Além disso, praticar atividade física regularmente, evitar o estresse excessivo, controlar o peso e abandonar o cigarro também são algumas atitudes para quem quer evitar a doença.

Fontes: Celso Amodeo, cardiologista e especialista em hipertensão do HCor; Elcio Pires, cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular; João Vicente da Silveira, cardiologista do Hospital Sírio Libanês.

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