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Número de pessoas com demência deve triplicar até 2050, diz OMS

Do VivaBem

07/12/2017 17h58

O número de pessoas que vivem com demência deve triplicar até 2050, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira (7) pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Hoje, 50 milhões de indivíduos têm a doença; nos próximos trinta anos, serão 152 milhões.

Em entrevista à ONU News, o ex-diretor da OMS e professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu José Bertolote os lugares mais afetados serão os com expectativa de vida baixa e com uma taxa de natalidade muito alta, como países da África e Ásia. “É nestes países que o problema vai crescer mais. No Brasil vai aumentar significativamente em muito pouco tempo."

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Cerca de 10 milhões de pessoas desenvolvem demência a cada ano. Destas, 6 milhões vivem em países de baixa e média rendas.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, além do "sofrimento enorme" dos pacientes, esse desafio crescente deve servir de alarme por exigir mais atenção, para "garantir que todas as pessoas que vivem com demência, onde quer que estejam, tenham o cuidado que precisam".

Segundo a entidade, cerca de 81% dos países realizaram uma campanha de conscientização sobre demência ou redução de risco. Pelo menos 71% têm um plano para a demência e fornecem suporte e treinamento aos que oferecem cuidados às pessoas que vivem com demência.

Custos são altos

O relatório ainda aponta que os custos envolvidos nos cuidados das pessoas que vivem com demência chegam a US$ 818 bilhões por ano, equivalentes a mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Até 2030, o total deve superar o dobro e atingir US$ 2 trilhões. Segundo a OMS, o custo ainda pode "prejudicar o desenvolvimento social e econômico e sobrecarregar os serviços sociais e de saúde, incluindo os sistemas de cuidados prolongados."

Doença atinge mais mulheres

A demência descreve um de doenças progressivas que afetam a memória, outras habilidades cognitivas e comportamentos interferindo de forma significativa com a capacidade de uma pessoa manter as atividades diárias.

As mulheres são mais frequentemente afetadas do que os homens. A doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência e representa 60% a 70% dos casos sendo os mais comuns a demência vascular e formas misturadas.

Com dados da Rádio das Nações Unidas.

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