Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta

"Consegui emagrecer 42 quilos em menos de um ano sem pisar na academia"

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

07/12/2017 04h00

Guilherme Caetano, 36, relações públicas, foi da anorexia à obesidade. Por não gostar de atividade física, sempre deixava a meta de emagrecer para depois. No início desse ano, resolveu eliminar os quilinhos a mais e viu que era possível fazer isso mesmo sem ir para a academia.

"Sempre lia muitas histórias de emagrecimento e falava que um dia contaria a minha para o mundo. Foi uma meta que estabeleci e me estimulou a seguir em frente. Quando pensava em desistir, lia uma história e ganhava força para seguir em frente.

Desde pequeno, eu era o 'gordinho da turma' e isso me gerou muitos apelidos e sofrimento. Quando fiz 20 anos, comecei a namorar uma modelo e acabei me forçando a emagrecer. O problema é que não fiz uma reeducação. Simplesmente parei de comer. Comia uma folha de alface e me pesava 11 vezes ao dia. Estava obcecado a ponto de parar em toda farmácia que via pelo caminho. Cheguei a pesar 68 quilos.

Após o diagnóstico de anorexia, comecei um tratamento psiquiátrico e larguei a namorada. Logo meu peso começou a aumentar.

Fui transferido para o Pantanal, no Mato Grosso do Sul, e lá a balança pulou de 90 para 134 quilos. Não comia frutas, nem legumes... Meu negócio era fast-food, comida com muito sal e refrigerante. Descontava toda minha ansiedade e saudade da família na comida.

Foram várias idas e vindas na academia, mas não conseguia engrenar e gostar da prática. E isso sempre era uma desculpa para não começar a emagrecer.

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Acabei sendo transferido para Campinas no início de 2017 e resolvi que era hora de mudar de vida. Abandonei o refrigerante e a carne vermelha e comecei a fazer uma reeducação alimentar, pesquisei e li muito sobre alimentação saudável. Passei a adotar legumes e verduras e também diminui as porções. O legal é que você vai se acostumando a comer menos.

Minha paixão é comida japonesa, mas até isso adaptei. Como temaki sem arroz, por exemplo. Além de me alimentar a cada três horas, também evito alimentos que não são saudáveis. Mas claro que, eventualmente, me permito comer uma coisinha ou outra.

A diferença é que hoje não como mais uma pizza inteira. Só um pedaço.

Além de melhorar todos os meus exames, essa minha mudança de vida fez com que eu emagrecesse 42 quilos em 11 meses. Sem bariátrica, sem remédio e sem balão [gástrico]. Só com uma alimentação regrada. Agora durmo bem melhor, fora que minha autoestima está ótima.

Tenho consciência dos benefícios dos exercícios para a saúde, mas ainda não consegui adotar a prática. Claro que meu metabolismo fica um pouco mais lento por não fazer atividade, mas provei para mim mesmo que é possível emagrecer mesmo sem ter que ficar viciado em academia.

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Acho que isso só foi possível porque eu mudei a minha cabeça. Se não mudar o pensamento, não dá para mudar o corpo. Por isso, nunca encarei a mudança na alimentação como uma dieta. Não pode ser algo transitório, que um dia acabe, pois aí você engorda tudo de novo.

Embarquei nessa mudança porque queria uma vida nova e também queria ser um exemplo para o meu filho, estar presente sempre que ele precisar e com a obesidade isso era muito difícil. Me considero um ex-obeso, mas a luta é diária. Considero a comida um vício mesmo. Acho que a minha história é a prova de que quando você estabelece uma meta, você é capaz de alcançá-la com muita garra."

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