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Saúde

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Estudo prova que nós subestimamos o perigo de estar acima do peso

Do VivaBem, em São Paulo

05/12/2017 18h31

Alguns estudos anteriores concluíram que pessoas acima do peso viveriam mais. No entanto, isso não é verdade. De acordo com um artigo publicado no International Journal of Epidemiology e realizado por pesquisadores da Universidade de Bristol (Inglaterra), os dados foram mal interpretados.

“Quando se trata de recomendações de saúde pública, precisamos ser cautelosos com as interpretações que fazemos. Essas pesquisas subestimaram o impacto do excesso de peso sobre a mortalidade”, explica um dos autores do estudo, o epidemiologista estatístico David Carslake.

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A pesquisa anterior que disse que é possível ser "gordo, mas se manter em forma", segundo Carslake, desconsiderou algo vital nos dados.

Basicamente, nos grandes estudos realizados até agora sobre IMC (Índice de Massa Corporal, medida usada para calcular se a pessoa está no seu peso ideal) e mortalidade, as pessoas que caem na categoria saudável não o são necessariamente --e poderiam ter reduzido o peso por estar em estágios iniciais de doenças ou adotar comportamentos prejudiciais à saúde, como o tabagismo.

Em outras palavras, é preciso olhar um pouco além do IMC. Para provar isso, Carslake e seus colegas compararam o IMC e a mortalidade dos pais com o IMC de seus filhos --analisando os registros de saúde de aproximadamente 30.000 mil mães e filhos e 30.000 mil pais e filhos que participaram de um grande estudo longitudinal da Noruega.

Como existe uma forte correlação entre o peso corporal e o IMC entre os pais e seus descendentes --devido à hereditariedade e um ambiente compartilhado--, o IMC da criança pôde ser usado como um instrumento imparcial.

Em suma, o IMC das crianças é um guia de como o IMC dos pais pode ser, mas sem estar sujeito a doenças que possam influenciar a mortalidade deles.

Quando analisaram os dados dessa forma, os efeitos nocivos de ter um IMC acima do peso eram ainda maiores do que os encontrados em outros estudos.

O novo estudo dá uma nova visão do vínculo entre o excesso de peso e a mortalidade.

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