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Campanha Dezembro Vermelho alerta sobre prevenção à Aids e outras DSTs

Do VivaBem

03/12/2017 10h00

A partir de 2017, o Brasil terá todo ano uma ação voltada para prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Batizada de Dezembro Vermelho, a campanha, instituída pela Lei 13.504, tem o intuito de chamar atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV. A escolha do mês foi em função do Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia 1 de dezembro.

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“O Ministério da Saúde, o UNAIDS e diversas organizações que trabalham com o tema do HIV, já dedicam, tradicionalmente, um grande esforço na realização de eventos, encontros, debates e campanhas ao redor do 1o de dezembro”, disse Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil, em um comunicado. “Mas a aprovação do Dezembro Vermelho é um passo importante para que as atividades sejam feitas no Brasil todo, por várias instituições e também para que possamos ir além de uma data única e fazer com que esse debate siga vivo na sociedade por mais tempo.”

Nova campanha quer conscientizar população sobre a Aids e outras DSTs imagem: iStock

Apenas 56% dos jovens diagnosticados com HIV iniciam o tratamento

Depois do aumento de caso de Aids em idosos, os jovens voltaram a ser a preocupação quando o assunto é HIV. Dados do Ministério da Saúde indicam que apenas 56% dos diagnosticados de 18 a 24 anos iniciaram tratamento com terapia antirretroviral.

A falta do uso da camisinha é apontado por especialistas como fator determinante para o aumento da circulação do vírus. De cada 10 jovens entre 15 e 25 anos, seis não usaram preservativo durante o sexo no ano passado, aponta outra pesquisa do Ministério.

E não estamos falando só de Aids. Os números de infectados com sífilis também são assustadores.

Para a médica Ruth Khalili, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), vários motivos estão levando ao aumento das DSTs no Brasil. Segundo ela, há, hoje, uma maior liberdade sexual que facilita a rotatividade nas parcerias sexuais.

Além disso, a desinformação é grande. Para Khalili, nunca houve um trabalho de conscientização de forma organizada, abrangente e continuada. A isso, soma-se o fato de que o medo da população em relação ao HIV parece ser menor do que nas décadas anteriores.

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