Saúde

Sintomas, prevenção e tratamento de doenças

55% das pessoas com sepse, doença que matou ex-Dominó, não sobrevivem

Reprodução/Facebook
O cantor Ricardo Bueno, ex-Dominó, em foto de 2012 Imagem: Reprodução/Facebook

Bárbara Stefanelli

Do UOL, em São Paulo

18/11/2017 13h41

O cantor e ex-Dominó Ricardo Bueno morreu na última quinta-feira (16), aos 40 anos, após não resistir a uma sepse (infecção generalizada) causada por um abscesso dentário --quando há um acúmulo de pus causado por uma infecção no dente ou na gengiva.

O Brasil tem uma taxa extremamente alta de morte por sepse em UTIs, superando até mortes por acidente vascular cerebral e infarto nessas unidades. Segundo levantamento organizado por pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e do Instituto Latino Americano de Sepse, a cada ano morrem mais de 230 mil pacientes adultos nas UTIs em decorrência da doença.

A estimativa é sombria, 55,7% dos pacientes internados com sepse vão a óbito.

Portanto, a importância de diagnosticar a doença o mais rápido possível é altíssima, já que a cada hora que a sepse não é identificada, sua mortalidade sobe de 4 a 8%. Ou seja, é bastante grave.

Abaixo, leia as principais perguntas e respostas sobre a sepse

Fontes: Alexandre Naime Barbosa, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e médico infectologista consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e Jean Gorinchteyn, médico infectologista membro da SBI.

O que é?

A sepse é uma resposta frente a uma infecção, que pode ser desencadeada por bactérias, fungos ou vírus que caíram na corrente sanguínea. Normalmente, é uma predisposição genética que faz com que a pessoa desenvolva essa resposta acentuada para combater a infecção. A doença não é contagiosa.

No caso do ex-Dominó, a bactéria caiu no sangue via o pus do abscesso dentário, levando à sepse. Abscessos dentários são normalmente causados por conta do crescimento anômalo dos dentes (comum no caso do dente do siso, que provoca acúmulo de sujeira e, consequentemente, de bactérias). Outra porta de entrada de bactérias são as cáries. Por isso, a importância de higienizar corretamente os dentes e de também fazer a manutenção preventiva, indo ao dentista a cada seis meses.

No entanto, outros fatores --além do abscesso dentário-- podem causar essa infecção generalizada no paciente. São eles: pneumonia, infecções urinárias, apendicite e infecções de pele (causadas por machucados). A pneumonia é a causa mais comum, já que o pulmão é uma área altamente vascularizada do corpo, o que facilita a bactéria (no caso, a pneumococo) cair no sangue.

Quais são os sintomas iniciais?

Febre alta no início e depois queda na temperatura corporal --a pessoa fica com as extremidades do corpo frias. O indivíduo também tem calafrios, fica ofegante, com “batedeira” no peito, tem diminuição do volume urinário e perda de consciência. A primeira identificação da sepse é feita a partir destes sinais clínicos e sua confirmação vem após alguns exames de sangue.

Tratamento

Ao sentir os sintomas descritos acima, muitos pacientes apenas tomam um remédio e vão repousar. No entanto, a sepse precisa ser combatida rapidamente, por isso a importância de ir a um hospital. Diagnosticada a sepse, ocorre a administração de soro nas veias, para aumentar o volume de sangue no corpo (e combater a queda de pressão). E também a prescrição de antibiótico, para eliminar a bactéria que está circulando no sangue. Em alguns casos, o médico pode entrar com drogas vasoativas, que ajudam o sangue a retornar para o coração, cérebro e rins.

Grupos de risco

Qualquer pessoa pode ter, mas pacientes que têm diabetes, que estejam fazendo quimioterapia ou tenham algum problema de imunidade são mais propensos a entrarem em sepse. Bebês abaixo de um ano e idosos também, assim como gestantes --já que, na gravidez, a imunidade das mulheres diminui, para o corpo não usar seu sistema de defesa contra o bebê. Lembrando que a sepse não acontece do nada mas, sim, quando algum dos fatores desencadeantes --pneumonia, abscesso dentário e outros-- fazem com que a bactéria entre na corrente sanguínea.

Formas de prevenção

  • Lavar sempre as mãos com água e sabão, já que elas acabam sendo portas de entrada para bactérias na boca;
  • Manter a vacinação atualizada, principalmente pneumococo e meningococo;
  • Evitar tomar antibiótico por qualquer motivo para não criar resistência; e,
  • Quando for prescrito o antibiótico, tomar até o final, para eliminar todas bactérias e não evoluir para uma sepse.

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