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Como acabar com a flacidez depois de emagrecer muitos quilos

Helô Oliveira

Colaboração para o UOL

07/11/2017 04h00

É muito comum sentir a pele mais fina e envelhecida depois de passar por um tratamento para emagrecer. De acordo com Fábio Busnardo, do Núcleo Avançado de Cirurgia Plástica do Hospital Sírio-Libanês, isso acontece porque, ao engordar, a pele sofre uma distensão causada pelo aumento do volume de tecido adiposo --sob a pele. Quando o excesso de gordura é eliminado, as fibras elásticas e colágenas que dão suporte à pele perdem sua capacidade de retração e ela se torna flácida.

Todo o corpo sofre com a flacidez, mas algumas áreas são mais suscetíveis, como braços, coxas, glúteos, abdômen e rosto. “De modo geral, as maiores queixas são relacionadas à face. Já reclamações sobre o abdômen e as mamas são bastante frequentes após a gestação”, avalia Busnardo.

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A flacidez pode ser tissular, quando o tecido cutâneo é afetado, ou muscular, quando o alvo é a musculatura subcutânea. Geralmente ambas aparecem associadas.

São múltiplos os fatores que causam flacidez, não é apenas o processo de emagrecimento. “Antes de tudo, é preciso considerar que há uma predisposição genética. Alguns indivíduos têm fibras cólagenas e elásticas mais resistentes ao efeito dos anos e demoram para apresentar os primeiros sinais”, afirma Busnardo. Além disso, a partir dos 30 anos, é normal que a pele perca um pouco de sua elasticidade e de seu tônus – trata-se de um processo natural de envelhecimento das fibras. Fatores externos, como exposição excessiva ao sol sem proteção, tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada, aceleram o processo.

Qual o segredo para evitar a flacidez?

imagem: iStock Images
O uso de protetor solar é a recomendação número um dos dermatologistas. O motivo é conhecido: os raios ultravioletas têm a capacidade de destruir a estrutura do colágeno, prejudicando a sustentação da pele. O abandono do hábito de fumar vem logo atrás. “Cada cigarro possui mais de 4.700 substâncias tóxicas em sua composição e compromete por até 90 minutos a oxigenação da pele, deixando-a grossa, amarelada, sem viço e opaca. Ele ainda favorece a perda de colágeno, o que não só leva à flacidez, como também provoca rugas ao redor dos lábios e dos olhos”, ressalta Adriano Loyola, assessor do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

quando o assunto é alimentação, é fundamental que não falte no prato vegetais, frutas, cereais e hortaliças. Esses alimentos são antioxidantes e combatem a ação dos radicais livres, causadores do envelhecimento precoce. Invista também em itens que atuam na formação do colágeno, como peixes e leguminosas, ricos em proteínas, e abacate, repleto de vitamina A.

Ah, e jamais se esqueça da boa e velha água! A bebida renova as fibras colágenas, melhora a circulação e elimina o inchaço causado pela retenção de líquidos.

Para fortalecer e tonificar a musculatura, pratique exercícios físicos com pesos. Abdômen, coxa, glúteos e parte interna dos braços devem ser trabalhados com movimentos específicos. Além da musculação, é preciso realizar aeróbicos moderados para fortalecer o sistema cardiorrespiratório e garantir o envio de nutrientes importantes para a saúde da pele.

Segundo Adriano Loyola, além da manutenção de uma rotina saudável, há uma série de tratamentos não invasivos eficazes no combate à flacidez. “Os métodos não invasivos atuam gerando estímulos para melhorar a vitalidade da pele e a organização das fibras do colágeno”, garante.

Conheça as tecnologias disponíveis:

imagem: iStock

Radiofrequência: Tratamento baseado na emissão de ondas eletromagnéticas que promovem o aquecimento superficial e profundo da pele, elevando-a a uma temperatura em torno de 40 graus. “O calor causa o estímulo da produção de fibras colágenas e elásticas e provoca o aumento da circulação sanguínea, melhorando o tônus da pele”, explica Loyola. As sessões podem ser realizadas em qualquer região da face ou do corpo.

Laser Infravermelho: A luz laser infravermelha penetra profundamente na pele, estimulando a produção de colágeno, elastina e outros componentes responsáveis pela sua elasticidade e sustentação. Muito indicada para a região facial. 

Ultrassom microfocado: Tecnologia em que cada disparo das ondas ultrassônicas origina pontos de retração da pele. Ao final de cada sessão, são realizados até dez mil disparos, que aquecem as camadas mais profundas da derme, local ideal para estimular a formação de colágeno e elastina e reduzir a flacidez. Utilizado principalmente na face e no pescoço.

Radiofrequência fracionada + ultrassom: Esse procedimento possibilita a realização de centenas de microperfurações sobre a região da pele tratada. “Em seguida, é empregado um equipamento especial que emite ondas de ultrassom capazes de empurrar vários tipos de medicamentos para o interior dessas perfurações. A essa técnica damos o nome de drug delivery”, explica Loyola. A técnica permite que o médico possa infundir medicamentos específicos diretamente na camada mais profunda da pele, aumentando a eficácia do tratamento.

Quando a cirurgia se faz necessária?

Os tratamentos não invasivos citados têm maior efeito na flacidez de grau leve e moderado. Quando ela é intensa, especialmente em pacientes obesos que perdem grande quantidade de peso, é indicado o tratamento cirúrgico. Antes de optar pela cirurgia, é imprescindível buscar orientação médica e discutir todas as possibilidades.

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