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Solução para a obesidade? Cientistas descobrem proteína que ajuda emagrecer

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Do UOL

25/10/2017 12h33Atualizada em 25/10/2017 19h46

Parece que há uma nova alternativa na luta contra a obesidade: uma proteína que faz o indivíduo preferir alimentos com pouca gordura e se sentir satisfeito por mais tempo. Uma pesquisa liderada pela empresa farmacêutica Amgen, nos EUA, se mostrou promissora em experimentos com camundongos, ratos e macacos. Se a terapia for melhorada e funcionar em humanos, essa proteína pode ser um novo jeito de lutar contra a obesidade, diabetes e condições relacionadas.

Os cientistas analisaram uma proteína relacionada a múltiplas desordens metabólicas para fazer os animais mais magros e saudáveis. Os cientistas notaram que em diferentes espécies, criaturas magras aparentam ter naturalmente concentrações mais altas da proteína GDF15. Então eles tentaram acelerar os níveis desse composto em animais obesos, via terapia genética --dando injeções em forma de gene para fazer com que seus corpos produzissem mais dessa proteína.

Eles observaram que isso ajudou os animais a parecerem mais saudáveis, mas seus organismos removeram a substância muito rapidamente para ela produzir um efeito duradouro. Então os pesquisadores decidiram parar com a terapia genética, começaram a produzir duas formas mais estáveis e duráveis da proteína e injetaram diretamente o composto nos animais.

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Após o tratamento, os roedores chegaram a perder até 24% do peso corporal Imagem: iStock

Resultados em animais foram promissores. Será que funcionará em humanos?

Os cientistas reportaram no “Science Translational Medicine” que as injeções semanais deixaram os roedores e os macacos mais magros sem nenhum efeito colateral aparente. Após um mês de tratamento, os roedores chegaram a perder de 17 a 24 porcento do peso corporal, segundo Murielle Véniant, autora da pesquisa e que estuda distúrbios metabólicos como pesquisadora líder na Amgen. O tratamento também ajudou os macacos a perderem de 5 a 10 porcento do peso corporal durante o mesmo período de tempo. “Nós ficamos surpresos em ver as melhoras no peso e nos níveis de glucose e insulina, assim como de triglicérides.”

Como exatamente essa proteína funciona permanece uma incógnita. As pesquisas sugerem que ela age no eixo que liga o cérebro ao intestino, mexendo nos nervos e nas substâncias responsáveis por essa comunicação. A forma específica como isso ocorre ainda precisa ser estudada, mas o time de Amgen descobriu algumas pistas em seus estudos com roedores: os animais tratados ativaram certos neurônios do cérebro que detectam açúcar no sangue, e isso pode ter estimulado os bichos a sentirem quando era hora de parar de comer. Por fim, os cientistas descobriram que os animais que receberam a terapia pareceram preferir uma dieta com pouca gordura do que aqueles que não tiveram o tratamento.

Os especialistas parecem estar otimistas com os resultados, mas ainda são necessários mais avanços: “Isso é excitante, mas a chave vai ser determinar se isso é seguro em humanos”, disse o cientista Paul Kenny, envolvido no estudo.

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