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Obcecado por alimentação saudável? Instagram pode ser o culpado

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Do UOL

16/10/2017 12h25

Não é novidade que o uso excessivo das redes sociais está ligado à ansiedade. Mas dessa vez um novo estudo mostrou que os problemas causados pelo Instagram também mudam a forma com que as pessoas encaram a comida.

Publicada no periódico “Eating and Weight Disorders” e analisada durante o 21º Congresso Brasileiro de Nutrologia, a pesquisa relacionou o uso excessivo do aplicativo de fotos com o aumento dos sintomas de ortorexia nervosa, uma espécie de obsessão pelo consumo de alimentos saudáveis.

Realizado com quase 700 mulheres, o estudo conduziu uma pesquisa online e avaliou o uso das mídias sociais de cada uma das voluntárias, além de seus hábitos alimentares e sintomas de ortorexia.

Os resultados sugeriram que acessar o Instagram por mais de 30 minutos e ver imagens de alimentos saudáveis aumenta consideravelmente os sintomas do distúrbio.

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Segundo nutróloga, pessoas não devem acreditar plenamente nas dietas milagrosas divulgadas nas redes Imagem: iStock

Dietas divulgadas nas redes podem causar distúrbios alimentares graves

"Conversar sobre alimentação saudável é muito bom, mas tornar isso uma obsessão pode prejudicar a saúde física e o comportamento social da pessoa, e ainda pode se transformar em uma doença”, afirmou a médica nutróloga e Diretora do Departamento de Transtornos do Comportamento da Abran (Alimentar da Associação Brasileira de Nutrologia), Maria Del Rosario.

“Em consultórios, vemos muitos casos em que as pessoas são inspiradas por blogueiras fitness e consideram como ideal o prato ‘saudável’ apresentado por determinadas personalidades do mundo digital. Isso é preocupante, porque há uma disseminação de informações sem evidências científicas e que podem provocar prejuízos à saúde de grupos mais vulneráveis."

Mas os problemas alimentares causados pelas redes sociais não se restringem apenas a ortorexia. "Com esse estudo, podemos começar uma discussão sobre o papel desempenhado pelas mídias sociais modernas no início e na progressão dos principais transtornos alimentares, como anorexia e bulimia", diz Maria Del Rosário.

Segundo a médica, boa parte das dietas promovidas na rede não tem fontes confiáveis e podem fazer mal: "Já tivemos dietas sobre chá verde, quinoa, óleo de coco, ração humana, chia, suco verde, entre tantas outras. Contudo, a velocidade e a exposição de conteúdos trazidas por algumas blogueiras, muitas vezes sem nenhum apoio científico ou médico, pode levar as pessoas a uma alienação."

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