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Você sabia que existem mais de 100 tipos de dores de cabeça?

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Imagem: Shutterstock

Helô Oliveira

Colaboração para o UOL

13/10/2017 04h00

Acha que dor de cabeça é sempre tudo igual? Pois saiba que não é bem assim como você está pensando. De acordo com a Classificação Internacional das Cefaleias (termo médico dado ao problema), existem cerca de 150 tipos de dores diagnosticadas. O que muda entre elas, basicamente, é a causa do desconforto.

Isso porque as cefaleias são divididas entre primárias e secundárias. As primeiras são as mais comuns e não têm uma doença em si necessariamente causando o desconforto. Já as secundárias têm a dor como um sintoma de outra condição principal. Seria o caso de um paciente com um tumor cerebral ou com aneurisma roto que sente a cabeça doer por esses motivos, por exemplo.

Em relação as cefaleias primárias, as mais recorrentes são a enxaqueca e a tensional. A primeira é forte, pulsátil, não contínua, e pode vir acompanhada por náuseas e vômitos, piora com a claridade e com o barulho, geralmente afetando apenas um lado da cabeça. A tensional, por sua vez, é leve, não pulsátil, contínua, sentida por meio de pressão ou pontadas e afeta ambos os lados.

Dor de cabeça popular

A enxaqueca, inclusive, é a dor de cabeça que mais acomete a população brasileira e mundial. Uma pesquisa realizada pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN) aponta que 18% dos brasileiros sofrem com o problema.

Ela atinge de 5 a 25% das mulheres e de 2 a 10% dos homens, podendo ser hereditária. Estima-se que uma criança cuja mãe ou pai sofra de enxaqueca tenha 50% de chances de desenvolvê-la. Caso tenha os dois pais com o problema, as chances aumentam para 75%.

Como tratar

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Automedicação é um hábito comum Imagem: iStock

Segundo pesquisa da ABN, 81% dos entrevistados se automedicam quando têm dor de cabeça. O problema é que a automedicação só é indicada em casos pontuais. Isso porque, em grande parte das vezes, a dor pode, sim, ser aliviada por meio de medicamentos comuns.

No entanto, caso seja constante, e se a pessoa precisar utilizar remédios mais potentes para obter o mesmo alívio, ou ainda se houver sinais neurológicos, como paralisia de membro ou rigidez da nuca, é preciso buscar orientação médica.

De forma geral, 90% das pessoas que sofrem de cefaleia têm resultados positivos com tratamento medicamentoso. As demais precisarão ser submetidas a tratamentos invasivos, como bloqueios, toxina botulínica, radiofrequência ou eletrodos implantáveis sobre nervos no crânio.

Mas, atenção! Essas terapias possuem contraindicações e não estão isentas de complicações ou efeitos colaterais indesejados. Portanto, é fundamental procurar um especialista para avaliar o caso e entender quais as possibilidades de tratamento.

Fontes: Tatiane Pan, coordenadora do Ambulatório de Neuroclínica do Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, de São Paulo (SP) e Antônio Barata, neurologista do Hospital Moriah, de São Paulo (SP).

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