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Briga demais com seu parceiro? Estudo diz que é melhor ir pra cama...dormir

Já pensaram em tirar uma sonequinha antes de resolver o problema?

Do UOL, em São Paulo

13/10/2017 15h23

A conversa era sobre o programa para o próximo final de semana, mas rapidamente virou uma enorme fenda conjugal, com ela acusando o marido de negligenciar a família, e ele dizendo que a esposa estava gritando demais. Quem nunca teve uma discussão do tipo com o parceiro?

Um estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, recrutou 43 casais na tentativa de descobrir como as interações conjugais influenciam na saúde de uma pessoa. Para isso, cada dupla do estudo --assim como no mundo real-- experimentou alguma forma de conflito conjugal rotineiro.

Esses tópicos de discussão incluíam gerenciamento de dinheiro, tempo em família ou outros parentes dando opiniões sobre o relacionamento sem serem chamados. Mas, embora as discussões tenham acontecido com todos os casais, o modo como cada dupla lidava com o assunto era diferente.

Enquanto alguns argumentavam de forma construtiva e até mesmo bondosa, outros eram hostis e negativos. O que fez a diferença, nessas situações? Quem não estava com o sono em dia era mais propenso a ser hostil, descobriu o estudo.

"Quando as pessoas dormem pouco, é mais fácil olhar para o mundo através de óculos escuros", disse Janice Kiecolt-Glaser, cientista de longa data e diretora do Ohio State Institute for Behavioral Medicine Research ao New York Times. "Acabamos ficando mais loucos, e essa falta de sono e de tato machuca o relacionamento".

Como foi a experiência

Getty Images
Imagem: Getty Images

Os homens e as mulheres que participaram do estudo tinham entre três e 27 anos de casados. Eles relataram quantidades variáveis de sono --que iam de três horas e meia a nove horas por noite. Cada casal fez duas visitas ao laboratório, e os parceiros foram pressionados a falarem sobre os problemas que causavam os maiores conflitos em seu relacionamento.

Na sequência, os pesquisadores analisaram os vídeos dessas discussões utilizando técnicas de pontuação bem estabelecidas para avaliar interações positivas e negativas, além de respostas hostis e construtivas. Após todos os dados serem analisados, surgiu um padrão claro: casais mais propensos a serem hostis tinham menos de sete horas de sono.

Notavelmente, os parceiros com mais de sete horas de sono ainda discutiam um com o outro, mas o tom desses conflitos era diferente. Dormir adequadamente parece ter dado aquela dose de paciência extra para abordar o conflito de forma construtiva. Ficou claro que o sono fez total diferença na resolução mais pacífica dos conflitos.

Conceito não é novo

Os benefícios do sono para o casamento não são totalmente uma novidade. Já existe um grande número de pesquisas sugerindo que as pessoas privadas de sono são mais desagradáveis ​​e até hostis em suas interações sociais do que aqueles que estão com o sono em dia. De forma geral, esses indivíduos tendem a usar mais palavras negativas.

Mas o estudo do estado de Ohio foi um passo adiante para medir a discórdia conjugal combinada com a privação do sono, pois avaliou ainda que isso poderia tornar-se algo tóxico para a saúde da pessoa. Isso porque cada parceiro também forneceu amostras de sangue, antes e depois de brigar com seu cônjuge. Elas mediram marcadores de inflamação, que têm sido associados a doenças cardíacas, câncer, entre outros problemas de saúde.

A pesquisa descobriu que, quando os parceiros casados que ​​tinham menos sono não apenas eram mais propensos a terem conflitos hostis, mas também tinham níveis mais altos de proteínas inflamatórias no sangue após essas brigas. Em suma, a discórdia conjugal é mais tóxica para o seu corpo quando você não dormiu o suficiente.

Melhor um, do que nenhum

O estudo, porém, também trouxe uma boa notícia: quando um dos parceiros estava mais descansado, era possível anular o impacto da privação do sono. Se um dos pares tinha dormido bem, ele era menos propenso a se envolver em trocas de mensagens hostis com o outro, do que quando ambos os parceiros estavam privados de sono.

Problemas de sono em um relacionamento não são incomuns. A National Sleep Foundation descobriu que quase 25% dos casais dormiam em camas separadas. Outras pesquisas mostram que ter um parceiro de cama afeta o quanto e o quão bem uma pessoa dorme. E quando um parceiro de relacionamento não dorme bem, é bastante provável que o outro tenha problemas de saúde.

Embora o estudo recente tenha examinado apenas casais heterossexuais, os achados provavelmente são relevantes para todos os tipos de casais, incluindo aqueles que ainda não moram juntos ou parceiros gays e lésbicas. "Estes são processos de relacionamento universal", disse o Dr. Wilson. "Saber que esses efeitos podem acontecer traz a nossa mente a importância de ter uma boa noite de sono para lidar com mais cuidados nos conflitos"

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