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Novo tratamento para psoríase pode estar no veneno de formigas

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Do UOL

10/10/2017 10h50

Cerca de 2% de pessoas ao redor do mundo sentem as dores e irritações na pele decorrentes da psoríase, uma doença crônica. Mas, com base em uma descoberta recente, uma terapia eficaz pode estar andando por sua casa neste momento.

Cientistas descobriram que um composto derivado do veneno das formigas lava-pés pode eliminar essa doença autoimune incurável, dando esperança para novos tratamentos.

A nova pesquisa, liderada por uma equipe da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e publicada no periódico “Scientific Reports”, revelou que a solenopsina --o principal componente tóxico do veneno desse inseto-- carrega um poderoso composto semelhante à ceramida, que ajuda a proteger a pele.

A ceramida mantém a barreira da nossa pele ao ajudar a epiderme a repelir micro-organismos, por isso que são usadas em uma vasta gama de medicamentos para a pele, incluindo os que tratam o eczema.

Mas há um problema com a ceramida: em algumas circunstâncias, a molécula pode se degradar em um composto que pode levar à inflamação. E é aí que o veneno das lava-pés entra em jogo.

Ao observarem as similaridades entre a solenopsina e a ceramida, o dermatologista Jack Arbiser e sua equipe desenvolveram duas amostras análogas ao ingrediente do veneno que pareciam com a ceramida, mas sem a habilidade de se converter no composto inflamatório.

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Psoríase pode ser controlada com creme feito de substância encontrada no veneno das lava-pés Imagem: iStock

Para testar as amostras, eles misturaram o composto com cremes para pele e aplicaram em camundongos que tinham um problema parecido com a psoríase.

Após 28 dias de tratamento, os ratos mostraram melhoras na pele (cerca de 30%), se comparados aos que não usaram o creme, e exibiram algo em torno de 50% menos células imunes infiltrando a pele --característica da psoríase.

“Nós acreditamos que as amostras estão contribuindo para a total restauração da barreira da pele”, diz Arbiser. “Emolientes podem acalmar a epiderme com a doença, mas não são suficientes para restaurarem essa barreira.”

As células imunes dos ratos também mostraram resultados promissores depois que o composto foi introduzido, demonstrando diminuição na produção de um inflamatório, ao mesmo tempo em que aumentou a produção de um anti-inflamatório.

Claro, não há garantia que esses efeitos sejam replicados na pele humana, mas os pesquisadores estão esperançosos que isso ocorra e acreditam que um estudo futuro está garantido.

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