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Casar pode salvar vidas: estudos mostram que chance de sobreviver aumenta

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Gabriela Ingrid

Do UOL

07/10/2017 04h10

O tradicional voto de casamento, que faz o casal prometer estar junto “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”, faz mais sentido do que nunca. Alguns estudos recentes e feitos com uma quantidade considerável de pessoas mostraram que o casamento favorece a expectativa de vida de pacientes que lutam contra diversos tipos de doença.

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Um deles, realizado por pesquisadores da Escola de Medicina de Aston, no Reino Unido, analisou dados de quase 930 mil pacientes hospitalizados entre 2000 e 2013. Os resultados foram surpreendentes: as pessoas casadas têm 14% mais chances de sobreviverem a um infarto e à diabetes, 10% de pressão alta e 16% de colesterol alto.

“O casamento oferece apoio emocional e físico por meio de diversos jeitos, encorajando o paciente a ter um estilo de vida mais saudável, ajudando-o a lidar com a condição e a seguir os tratamentos médicos”, disse Paul Carter, autor da pesquisa. “A natureza de um relacionamento é importante e há muita evidência de que eventos estressantes como o divórcio estão relacionados a doenças do coração”, disse ele.

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Apesar de ser importante para a expectativa de vida do paciente, o cuidador também precisa de ajuda Imagem: iStock

Chances de sobrevida ao câncer aumentam

Mas os benefícios de um casamento não param por aí. Outro estudo recente, dessa vez conduzido por pesquisadores da "Brigham Young University", nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com certos tipos de câncer vivem mais quando estão casadas.

Foram considerados dados de quase 800 mil homens e mais de 1 milhão de mulheres. Eles foram diagnosticados com um tumor entre os anos de 2000 e 2008 e o acompanhamento seguiu até 2013.

Combinando dados como estado civil e mortalidade, os cientistas descobriram que os casados tinham maior chance de sobrevida --cinco anos após o surgimento de cânceres em locais como faringe, cólon e reto, mama, bexiga, pelve renal, melanoma, tireoide e linfoma. Os solteiros, no entanto, se saíram melhor quando a enfermidade atacava o cérebro ou o sistema nervoso.

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O parceiro ajuda o paciente a encontrar novamente sua identidade Imagem: iStock

Casamento ajuda no funcionamento do sistema imunológico

As explicações para esses resultados são simples de entender, explica Maria da Glória Gimenes, coordenadora do Serviço de Psico-oncologia da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica): “Um dos fatores fundamentais para um maior índice de sobrevida e cura é o apoio social, principalmente o familiar. O parceiro ajuda a preparar a alimentação da pessoa, a servir a comida, motiva o paciente a se vestir, a sair, dar voltas. Funciona como apoio concreto em tarefas que a pessoa não é mais capaz de fazer.”

Além da ajuda física, o apoio emocional também é fundamental. “A pessoa que permanece ao seu lado em momentos como esse está dizendo ‘independentemente do que você esteja passando, eu amo você e estou aqui'”, diz Maria da Glória. “Nessas horas, é comum o paciente sentir que perdeu sua identidade, já que os amigos se afastam, ele sai do trabalho e muda até suas características estéticas. O apoio é um fator essencial para a pessoa continuar lutando e ter motivação.”

Além disso, há uma explicação química para esse casamento salvar vidas, e ele está justamente no sistema imunológico. “A relação entre bem-estar emocional e sistema imunológico tem sido comprovada na literatura. Um bom casamento entra no apoio concreto e emocional e maximiza o funcionamento do sistema imunológico”, conclui a psicóloga. Outro fator é que o parceiro também costuma reparar mudanças no comportamento do outro, alertando-o a buscar algum profissional.

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