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Alanis Morissette: "Depressão pós-parto veio segundos depois de dar à luz"

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Do UOL

08/09/2017 15h55

Pouco mais de 14 meses após o nascimento de seu segundo filho, a cantora canadense Alanis Morissette, 43, revelou que ainda sofre com os sintomas da depressão pós-parto. “Tem dias que eu estou tão debilitada que mal consigo me mexer”, disse em entrevista à revista People.

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Essa não foi a primeira vez que a doença acomete Alanis. A vencedora do Grammy teve sua primeira experiência com a depressão pós-parto logo após seu primeiro filho nascer, há seis anos e meio. Ela imediatamente começou a sentir dores intensas, insônia, letargia e visões “terrivelmente assustadoras” de sua família sendo machucada. Alanis foi apenas diagnosticada com o distúrbio 16 meses depois.

Na segunda gravidez, a depressão retornou “segundos depois” do nascimento de Onyx, em junho do ano passado. “Eu costumava ser uma rocha, provendo, protegendo e guiando. Isso me fez questionar tudo. Eu me conhecia como alguém que tinha um incrível poder de decisão e uma líder que as pessoas podiam contar. [Agora] eu mal consigo decidir o que comer no jantar”, disse.

Depressão materna impacta a família toda

A depressão pós-parto acomete 15% das mulheres no puerpério. Neste quadro, a mulher pode tanto rejeitar o bebê quanto superproteger a criança, não deixando que ninguém a toque, nem mesmo o próprio pai.

Alanis diz que a doença também é desafiadora para seu marido Mario “Souleye" Treadway. “Minha maior prioridade é que fique claro aos meus filhos o quanto são amados”, disse. “Pobre Souleye, que as vezes pega resquícios da minha exaustão no fim da noite. Até segurar as mãos nesse ponto é uma experiência profundamente íntima.”

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As depressões acontecem por causa da queda brusca de hormônios que ocorre quando a placenta é expelida Imagem: iStock

Remédios e terapia são indicados como tratamento

Um dos fatores de risco para a depressão pós-parto é o confinamento das mães em casa com os bebês. Para evitar isso, os médicos recomendam que elas saiam para tomar sol e que tirem pelo menos uma hora do dia para si. Além disso, medicamentos e psicoterapia são importantes, para que a nova mãe aprenda a lidar com a culpa.

Alanis contou à revista que a depressão dessa vez veio quatro vezes pior e que está controlando com uma combinação de medicamentos e terapias homeopáticas, exercícios diários, sessões de terapia e canalizando suas dificuldades em música. “Eu escrevi muitas, muitas músicas nos últimos três meses”, disse. “Era uma música por dia. Eu tive que compor, ou ia implodir.”

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A chegada de um filho pode trazer alegrias e realizações, mas é muito comum que traga também medo, insegurança e angústia Imagem: iStock

Problema pode ser causado por alguma complicação durante a gravidez

Um estudo de 2015 documentou vínculos inesperados no período e na severidade dos sintomas da depressão materna, podendo auxiliar mães e médicos a melhor antecipá-la e a tratar o problema. Publicado na "Lancet Psychiatry", ele constatou que, nas pacientes com sintomas mais severos –pensamentos suicidas, pânico, choro frequente –, a depressão, geralmente, começava durante a gravidez, não após o parto, como se costuma pensar.

Em geral, mulheres com depressão moderada desenvolveram os sintomas após dar à luz e, com maior probabilidade do que as com depressão severa, tiveram complicações durante a gravidez, tais como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional ou hipertensão. Mulheres com depressão severa, no entanto, relataram complicações com maior frequência durante o parto.

No caso de Alanis, ela está tentando encontrar o caminho para voltar ao normal. “Há pessoas que perguntam ‘Onde está a velha Alanis?’ e eu só penso, ‘Bem, ela está aqui. Ela está tendo um minuto’, disse a cantora. “Eu só sei que existe uma luz no fim do túnel.”

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