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Mãe posta foto de bebê com psoríase para conscientizar sobre doença

Reprodução/Instagram
Charlie foi diagnosticada aos quatro meses com psoríase Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL

16/08/2017 13h06

Cansada de ver as pessoas se afastando de sua filha, Ashley Nagy, 29, postou uma série de fotos de Charlie, de um ano e cinco meses, para conscientizar a população sobre uma doença que não tem cura, mas que tampouco é transmissível: a psoríase.

Em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”, Ashley contou que os pais afastam as crianças de Charlie no parquinho e também acusam ela e o marido Andrew, 32, de ter deixado a menina se queimar no sol.

“As pessoas são muito cruéis. Quando levamos Charlie ao parque, as crianças são proibidas de brincar com ela, pois os pais acham que a doença é contagiosa. Quando isso acontece, eu pego a minha filha e dou vários beijos nela para mostrar que não é transmissível. Também já tivemos que ouvir que nós somos pais ruins por deixar ela com queimaduras do sol”, conta Ashley, que costuma ignorar esse tipo de comentário.

A garota foi diagnosticada com psoríase aos quatro meses depois que pintinhas vermelhas começaram a aparecer pelo seu corpo e, com o tempo, viraram feridas. A doença afeta mais de 125 milhões de pessoas no mundo e as erupções podem se potencializar por conta do estresse e de intolerâncias alimentares.

Os pais da garota se recusam a esconder a doença da filha. “Não coloco roupas compridas nela, ela usa shorts e não tenho vergonha disso. Ando com orgulho, pois sei que ela é linda. Ainda que ela tenha psoríase, isso não define a personalidade dela, que é divertida e meiga”, conta.

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Imagem: Reprodução/Instagram
Os primeiros sintomas da doença apareceram quando Charlie tinha dois meses e os médicos acreditam que ela é uma das pacientes mais novas com a doença.

“Quando estávamos no hospital, médicos e enfermeiras vinham correndo para vê-la, por ser raro caso de psoríase nessa idade. Foi aí que resolvi chama-la de ‘bebê unicórnio’ e me refiro as descamações, como ‘pontinhos de unicórnio por ela ser rara e especial. Preferi comparar ela a um ser mitológico para tornar a doença menos intimidadora conforme ela crescer e até aprender a amar sua pele”, conta.

Para combater a coceira e a dor das feridas que surgem dos pés a cabeça, os pais de Charlie adotaram uma dieta sem glúten e sem lactose, além de ter uma rotina de cuidados na hora do banho.

“De noite, nós passamos óleos essenciais na pele dela e, de vez em quando, aveia e produtos especiais para quem tem a doença. Também hidratamos a pele com cremes orgânicos. Para finalizar, deixamos ela com uma camiseta grande para que a pele absorva os ingredientes e também para prevenir feridas por fricção, que as roupas mais apertadas causam”, diz.

Para ajudar a arcar com os gastos de hospitais, tratamentos e visitas ao médico, Ashley fez um financiamento coletivo. “É difícil conseguir que o convênio pague todos os custos integralmente, pois eles nunca viram um caso de psoríase em uma criança tão pequena”, fala.

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