Longevidade

Práticas e atitudes para uma vida longa e saudável

Ficar sentado faz mal para a saúde --e não adianta compensar só na academia

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Carol Salles

Colaboração para o VivaBem

11/12/2017 04h00

Para manter a saúde, você vai à academia três vezes por semana ou faz caminhadas diárias? Dessa maneira, não só melhora o condicionamento físico como também afasta o risco de várias doenças, certo? Errado. Claro que exercícios físicos feitos de maneira regular ajudam, e muito. No entanto, estudos mostram que isso não basta caso você passe o resto do dia sentado --uma situação cada vez mais comum na vida de muita gente.

Os malefícios de ficar muito tempo grudado na cadeira são vários. Um estudo recente, feito pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e outras instituições publicado no Annals of Internal Medicine, mostrou que o chamado comportamento sedentário (isto é, realizar atividades, sentado ou deitado, que não aumentam o gasto de energia acima dos níveis de repouso), é fator de risco para morte prematura.

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Segundo os resultados da pesquisa, tanto homens quanto mulheres que passavam a maior parte do dia sentados tinham risco aumentado para morte prematura --especialmente se o período sentado durava mais do que 30 minutos, sem interrupção. O perigo era o mesmo independentemente de idade, gênero, raça ou massa corporal. E o pior: não diminuía nem mesmo entre os praticantes regulares de atividades físicas. Mas, ainda de acordo com a pesquisa, era minimizado caso o tempo na cadeira fosse interrompido com frequência, mesmo que, no fim, o tempo total sentado fosse igual ao de quem não fazia pausas.

Mexa-se

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O risco de morte prematura não é o único. O ato predispõe, também, à obesidade, diabetes, sarcopenia (perda de massa e força muscular), osteoporose e doenças do coração. Fazer academia ou caminhadas são de grande valia e não devem ser deixadas de lado. No entanto, as atividades não compensam o tempo que se passa sentado. Alguns estudos indicam que o ideal é dar cerca de 10 mil passos por dia --e isso inclui atividades cotidianas, como se deslocar de um cômodo para outro da casa, caminhar até o carro no estacionamento, etc. Alguns aplicativos para smartphone ajudam a monitorar a quantidade de passos por dia.

Veja, a seguir, medidas que podem ser inseridas no cotidiano de maneira simples e que ajudam a se livrar do comportamento sedentário.

  1. Se mora perto do trabalho, vá de bicicleta ou caminhando em passos rápidos;
  2. Se pega condução, desça do ônibus um ponto antes. No metrô, prefira escadas comuns às rolantes;
  3. Se vai de carro, estacione a pelo menos um quarteirão de distância do destino;
  4. A cada 30 ou 40 minutos, faça pequenas pausas de alguns minutos --vá ao banheiro, tome um café, busque um papel na impressora....Apenas ficar em pé já ajuda;
  5. Coloque um aviso no celular para lembrá-lo de se levantar em intervalos regulares;
  6. Invista em um pedômetro, aparelho que conta a quantidade de passos diários, e procure ficar entre 8 mil e 10 mil;
  7. Suba e desça escadas --mesmo que more em andares altos, um ou dois lances já ajuda.

Fontes: Marcelo Bichels Leitão, presidente da SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte), de Curitiba (PR); Patricia Oliveira, cardiologista da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), de São Paulo (SP); Maria Edna de Melo, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e João Paulo Bergamaschi, ortopedista da Clínica Kennedy, em São Paulo (SP).

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