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Mamografia dói? Veja 11 perguntas e respostas sobre o exame

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A mamografia é o exame indicado para diagnosticar precocemente o câncer de mama Imagem: Getty Images

Thamires Andrade

Do UOL

02/10/2017 04h15

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o segundo tipo da doença mais comum entre as mulheres no Brasil, com uma estimativa de 57 mil novos casos por ano.

A boa notícia é que 95% dos casos diagnosticados precocemente têm possibilidade de cura. E, por isso, as campanhas do Outubro Rosa batem na tecla do diagnóstico precoce, que é feito por meio da mamografia. O exame levanta uma série de questionamentos: qual é idade ideal para fazer? Dói? Quem tem silicone pode fazer? Na lista abaixo, tire as principais dúvidas sobre o exame.

Fontes: Bruno de Carvalho Mancinelli, mastologista da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho; Gilberto Amorim, diretor da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica) e Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

  • O que é mamografia?

    É um exame semelhante a uma radiografia, assim como as que são realizadas no tórax ou no pulmão. A radiografia da mama é o melhor exame para detectar precocemente o câncer de mama e lesões que ainda não são câncer, mas podem se tornar.

  • Como é o exame de mamografia?

    O exame é realizado em um mamógrafo, um aparelho de raios-X desenhado para obter as imagens da mama individualmente. A mama é posicionada em uma placa de acrílico e comprimida para espalhar o tecido da glândula mamária e ter boas imagens da região. Como cada mama é de um tamanho e formato, o posicionamento e a compressão são importantes para obter imagens de qualidade. Uma vez posicionada a mama no aparelho, o exame é rápido e são tiradas duas "fotos".

  • Tem algum preparo para fazer a mamografia?

    Não há necessidade de preparo especial, como jejum, para realizar o exame. No entanto, se o seu desodorante costuma deixar resíduos na pele, não o use antes do exame, pois o resíduo pode atrapalhar. Também não há necessidade de pedir o colar de tireoide para realizar o exame. A SBRAD (Sociedade Brasileira de Radiologia) não é a favor desse objeto, pois, além da dose de radiação na mamografia ser pequena e segura, o colar pode atrapalhar a qualidade do exame.

  • A mamografia é um exame doloroso?

    O exame pode sim ser doloroso, mas os médicos preferem a palavra "desconfortável" para descrevê-lo. Quanto mais densa for a mama, mais incômodo a mulher pode sentir. Ainda que cada uma tenha uma sensibilidade diferente para dor, como a compressão no aparelho é rápida, o desconforto também é passageiro. Para amenizar a dor, uma das estratégias é evitar fazer o exame durante o período menstrual ?momento em que a mama fica mais inchada e sensível.

  • E quando devemos realizar a mamografia?

    O Ministério da Saúde preconiza que as mulheres entre 50 e 69 anos façam o exame a cada dois anos. No entanto, a SBOC, a SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia) e outras entidades discordam e indicam que as mulheres acima de 40 anos façam o exame anualmente. De fato, a incidência do câncer de mama é maior depois dos 50 anos, no entanto, a realidade brasileira é que de 30 a 40% dos cânceres de mama são diagnosticados em mulheres abaixo dessa idade. Sendo assim, para, de fato, ser um diagnóstico precoce o rastreamento precisaria ser feito antes. Ainda que a qualidade do exame nas mulheres na faixa dos 40 anos não seja a ideal, já que as mamas ainda são mais densas, o exame segue indicado pelos médicos para o diagnóstico precoce.

  • E quando há casos de câncer na família?

    Quando há casos de histórico familiar, a recomendação é diferente. Se for um parente de primeiro grau, o ginecologista deve ficar ainda mais atento. A indicação é de que a paciente deve começar os exames de rastreamento 10 anos antes do caso mais jovem da família. Ou seja, se a familiar tiver tido câncer aos 40 anos, ela deve começar os exames aos 30. Como a mamografia não é tão boa para mulheres mais jovens, o médico pode pedir outros exames complementares, como ultrassom e ressonância das mamas.

  • Mulheres com prótese de silicone podem fazer a mamografia?

    Ter prótese de silicone não é contraindicação para fazer o exame. No entanto, é preciso avisar ao técnico sobre a prótese para que ele faça a manobra de Eklund para afastar o silicone do campo da mama e fazer um exame sem a interferência da prótese. Outra diferença é que a mulher com prótese precisa tirar mais "fotos" durante o exame. Mas a paciente pode ficar tranquila durante o exame, pois o mamógrafo não rompe a prótese.

  • Quem amamenta pode fazer o exame?

    Até pode, mas o exame só é recomendado nessa fase em caso de forte suspeita. Quem está amamentando, via de regra, está sendo examinada, mas existem casos raros de câncer durante a amamentação e até na gravidez. O médico que deverá julgar se é necessário investigar mais.

  • A mamografia é o único exame que detecta o câncer de mama?

    Não é o único, porém é a principal ferramenta para diagnosticar a doença precocemente. Exames como ultrassom e ressonância magnética são indicados apenas para complementar o diagnóstico.

  • O resultado da mamografia está sempre correto?

    Ainda que a mamografia tenha uma boa acurácia, existem cânceres que não podem ser vistos no exame por conta de limitações técnicas. Sem contar que, como todo exame, ele tem suas falhas: uma taxa de 7% de falsos positivos e de 10 a 15% de falsos negativos. Mas ainda assim é importante que o paciente consulte um ginecologista ou um mastologista para que o médico oriente autoexame e eventualmente peça exames complementares.

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