Saúde

Sintomas, prevenção e tratamento de doenças

9 situações vividas por quem está parando de fumar (e como superá-las)

Mari Casalecchi/Arte VivaBem
Imagem: Mari Casalecchi/Arte VivaBem

Gabriela Ingrid

Do VivaBem

30/11/2017 04h15

Você se cansou das caras feias quando assopra fumaça na rua, da falta de fôlego, de ter que ficar sozinho do lado de fora da balada ou do restaurante porque quer fumar, dos dentes amarelos e do cheiro enjoativo do cigarro. Aí decide parar com o vício e aguenta o primeiro dia firme e forte. Até que vem a insônia, a ansiedade, a tremedeira, a tontura e o suor frio. A abstinência bateu na porta e entrou sem pedir licença.

Parar de fumar não é fácil. “Acredita-se que 75% dos fumantes já tentaram largar o cigarro. Desses, apenas 5 a 10% conseguem”, diz o psiquiatra Luiz Scocca, membro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Para ajudá-lo a não desistir, fizemos uma lista com as principais dificuldades que você provavelmente vai encontrar nessa jornada, assim como as dicas dos especialistas para superá-las.

Fontes: Luiz Scocca, psiquiatra, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e Associação Americana de Psiquiatria (APA); Marina Vasconcellos, psicóloga especializada em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae; INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva).

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    Você só pensa em fumar: o dia todo, toda hora

    O verdadeiro "crush" do fumante é, obviamente, o cigarro. Nos primeiros dias sem ele, seu coração está partido. Você sonha que está fumando, acorda imaginando que está "abraçadinho" com ele e andando de mãos dadas. Quanta ilusão, você tem que pensar que o cigarro é o famoso "boy lixo"! Dê um pé na bunda dele de vez e ocupe a mente com outra coisa. O que fazer: se a saudades bater, saia para correr, ande de bicicleta, vá ao cinema... Quando bater a fissura, beba água gelada, que alivia a sensação.

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    Crises físicas de abstinência

    No terceiro dia sem fumar, você provavelmente está pensando que não vai conseguir e reconhece o quanto está viciado. A nicotina atua no sistema nervoso central, assim como a cocaína e a heroína fazem. O negócio é pesado; portanto, não se cobre. É nessa fase que você vai precisar ter mais força de vontade. Dor de cabeça, tontura, irritabilidade, agressividade, alteração do sono, dificuldade de concentração, tosse e indisposição gástrica são alguns dos sintomas da abstinência. Eles tendem a desaparecer em uma a duas semanas. O que fazer: até lá, use a tática de fazer outra coisa (que não seja fumar) ou opte por produtos de reposição de nicotina, como chicletes e adesivos. Eles aliviam a abstinência e não causam dependência, porque os níveis da substancia são baixos.

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    Estou comendo como um louco

    Você pode até ter parado de fumar, mas é cada vontade que bate, né? É nessa hora que, em vez de acender um cigarro, as pessoas comem. É normal ganhar peso nos primeiros meses, já que seu paladar melhora, o metabolismo normaliza e você tende a compensar a vontade de fumar na comida. Mas evite doces e alimentos. O que fazer: quer uma dica boa? Corte cenoura, pepino ou qualquer outro vegetal que você goste em formato de palito e coma ao longo do dia. Canela também ajuda. É estranho, mas funciona.

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    Tive uma recaída

    Ok, você não aguentou e fumou um cigarro quando estava na fissura. A recaída não é uma coisa de outro mundo, então não a encare como um fracasso e, sim, como aquela mensagem que você mandou para um ex depois de alguns drinks. O que fazer: pense no que o fez fumar dessa vez e reveja as suas estratégias. E nada de postergar. Comece de novo o quanto antes, para não desistir. Não dê mais chances do que aquele ex precisa.

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    Vejo outras pessoas fumando e quero sair correndo atrás de um maço

    Você já se pegou com vontade de fumar enquanto via um filme? Não se sinta sozinho. Estudos indicam que alguma coisa na memória faz com que pessoas que já pararam de fumar e não estão mais na fase de abstinência simplesmente retornam ao vício. A memória do prazer persiste a vida toda, infelizmente. O que fazer: é aí que entra a ideia de associar o cigarro aos problemas de saúde e relembrar sempre por que você parou. Lembre-se, cigarro causa câncer, bronquite, enfisema, infarto, derrame, trombose, aneurisma... E por aí vai.

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    Ir a um bar com meus amigos nunca foi tão difícil

    Seus amigos não pararam de fumar junto com você? Que pena. Você não precisa ser aquela pessoa que só fala dos males do cigarro para que eles não fumem na sua frente. O que fazer: na verdade, a melhor coisa a se fazer, neste início, é evitar os happy hours e os barzinhos. A estratégia é radical, mas funciona bem nas primeiras semanas. Se você não quer abrir mão dos amigos por um tempo, pode utilizar repositores de nicotina nessas situações.

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    Não consigo beber café e não ter vontade de fumar

    Ah, nada como a combinação café e cigarro, certo? Errado. Você decidiu parar, então está na hora de superar esses dois. O que fazer: que tal chá e biscoitos? Chiclete e... chiclete? No início, evite alimentos e bebidas que estimulem a vontade de fumar. Mais uma vez, beber bastante água também ajuda.

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    Parar está sendo mais difícil do que eu consigo suportar

    Para largar o fumo não é só ter força de vontade. Você está lidando com um vício muito sério e muitas vezes acabará se dando por vencido. O que fazer: se precisar, procure ajuda de um psicólogo ou um médico. Este último ainda pode te indicar medicamentos que diminuem a ansiedade e o prazer causado pela nicotina. Grupos de terapia cognitiva também podem ajudar a reformular seus hábitos.

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    Tenho dificuldade em me manter motivado

    Evitar um câncer por si só já é uma excelente razão para se manter motivado. E que tal dinheiro? Estudos mostraram que se presentear com dinheiro durante o processo é uma das formas mais eficazes de largar o vício. O que fazer: Compre um cofrinho e deposite diariamente o preço de quanto você acha que vale um cigarro solto por dia. Pode ser a R$ 0,50 a R$ 1,50. No fim do mês, seu bolso agradece --e seus pulmões também.

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