Longevidade

Práticas e atitudes para uma vida longa e saudável

8 dicas para planejar desde já uma velhice mais tranquila

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Chloé Pinheiro

Colaboração para o VivaBem

04/12/2017 04h05

Já está claro: não adianta nada deixar para se preocupar com o avançar dos anos quando o corpo, a cabeça e o bolso derem sinais de cansaço. Principalmente porque, com o aumento da expectativa de vida e os avanços da medicina, passaremos mais tempo do que nunca sendo idosos.

É melhor, então, se preparar para um envelhecimento ativo, feliz e com a saúde financeira em dia! “Claro que não dá para prevenir todas as doenças crônicas, mas certamente diminuiríamos a incidência de algumas delas e a perda de independência na terceira idade, se pensássemos mais cedo sobre esse assunto”, aponta Paulo Camiz, geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Veja, a seguir, o que pode ser feito já para garantir uma velhice pela qual vai valer a pena esperar!

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    Tenha um médico para chamar de seu

    Para quem tem pavor de hospital, já avisamos: não estamos falando do check-up que inclui uma batelada de picadas e testes, mas de um profissional que conheça você e os detalhes sobre sua vida. "As empresas vendem um padrão, mas é o médico que define a frequência de exames, e, neste sentido, quanto mais cedo, mais poderemos evitar doenças que só aparecerão décadas depois", explica Camiz. A recomendação é uma visita anual desde sempre, a ser ajustada conforme a necessidade de cada um.

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    Crie uma reserva de ossos e músculos

    A qualidade dos ossos e a quantidade de músculos cai na terceira idade, o que abre caminho especialmente para dois problemas: a osteoporose e a sarcopenia. Este segundo quadro, caracterizado pela perda de massa muscular, facilita quedas, agrava o diabetes e aumenta a massa gorda em circulação. Ambas as situações podem ser prevenidas ou ao menos atenuadas com estímulos de exercícios físicos e alimentação adequada. Para os músculos, proteínas de boa qualidade, sejam elas de origem animal ou vegetal. Para os ossos, cálcio e vitamina D, que é obtida preferencialmente por meio de banhos de sol diários. Cultivar logo esses hábitos ajuda a corpo a criar uma espécie de reserva para tempos de dificuldade.

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    Treine sua resiliência

    O termo significa a capacidade de reagir a eventos negativos da vida, seja uma doença ou algum acontecimento triste. "O bom é que ela pode ser aprendida e se desenvolver ao longo da vida", explica a alemã Ina Voelcker, gerontóloga diretora técnica do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC). Os exercícios físicos são uma ótima maneira de ensinar o corpo a se defender, mas há outros fatores a serem levados em conta aqui, como a saúde mental e emocional. "Existe uma metodologia para criar a resiliência que chamamos de PERMA+, termo que se refere ao estímulo de emoções positivas, envolvimento, relacionamentos, propósito e realizações, além de melhor atividade física, nutrição e sono", conta Ina.

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    Melhore seu sono

    As noites mal dormidas são um perigo a longo prazo. As doenças crônicas mais comuns na terceira idade, hipertensão e diabetes, estão ligadas a ele, assim como demência e Alzheimer. "Um estudo aponta que dormir cinco horas ou menos por noite aumenta em 15% o risco de morte", destaca Ina. Como o sono tende a piorar com a idade, se você já percebe que dorme mal ou ainda se sente cansado durante o dia, é bom investigar se há algum distúrbio atrapalhando o descanso. Agora, se as horas a menos são o problema, o jeito é repensar a agenda. Leia mais

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    Faça um investimento

    Os planos de previdência privada podem ser um bom investimento para um futuro mais tranquilo. "Na hora de escolher, fique atento à taxa de administração, que não deve ser maior do que 1% ao ano", instrui Myrian Lund, planejadora financeira e professora do MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "As seguradoras independentes oferecem condições melhores, uma vez que a taxa dos bancos está em torno de 3%", continua Myrian. Outra opção é diversificar o portfólio de investimentos. "Se você for disciplinado, pode destinar parte do seu dinheiro à previdência e a outra parte aos títulos públicos, como as notas do tesouro direto. A partir de R$ 30 ao mês já é possível investir nessa modalidade", aponta a professora. Os planos de previdência contratados pelas empresas para seus funcionários são ainda mais vantajosos. Leia mais

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    Valorize os benefícios que você já tem

    Os investimentos são importantes, mas não devem ser sua única fonte de renda. "O ideal é recolher o INSS e o considerar no planejamento, pois ele complementa a receita na aposentadoria e oferece algumas vantagens que as previdências privadas não possuem, como a transferência do pagamento ao cônjuge em caso de falecimento", ensina Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper, em São Paulo. O FGTS também deveria entrar no pé-de-meia dos anos por vir. "O ideal é que ele só seja gasto antes disso em casos muito excepcionais, não em viagens de lazer ou na compra de um carro", orienta Rocha. O alerta vale para quem é microempreendedor. "Além de não deixar de recolher o INSS, quem é MEI tem que tomar um cuidado diferente. Em relação a quem tem carteira assinada, pois ele já está perdendo 8% de economias por conta do FGTS, então deve considerar isso para estimar o quanto poupar", expõe Rocha.

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    Considere a inflação do idoso

    Na hora de calcular quanto dinheiro guardar, tenha em mente que os gastos podem aumentar substancialmente nessa fase da vida. "Um bom plano de saúde custa cerca de R$ 2 mil reais, sem contar outros custos como remédios e moradia", aponta Myrian. Não é à toa que há um índice de inflação só para a terceira idade. Poupar 30% da renda mensal para essa etapa é um sonho, mas também um luxo para muitos brasileiros. "Uma economia de pelo menos 10% do salário bruto, ainda sem os descontos, já é o suficiente", diz Rocha. E, se mesmo isso parece inviável, reforçamos: toda economia é válida. "Talvez você não junte o ideal, mas o ótimo é inimigo do bom, e qualquer soma será importante lá na frente", aconselha Myrian. Leia mais

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    Cobre políticas públicas

    Ina explica que se o ambiente no qual vivemos não nos apoia para compensar as perdas que sofremos ao longo dos anos, a qualidade de vida será bastante prejudicada. E o Brasil já está atrasado neste sentido. "Precisamos criar ambientes e ações que facilitem a vida destas pessoas e a execução de suas tarefas diária", comenta Ina. Entram aí obras de infraestrutura para melhorar calçadas, transporte público e locais que ofereçam atividade física completa de qualidade. Leia mais

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