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6 coisas que você precisa saber antes de deixar a pílula anticoncepcional

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Carol Salles

Colaboração para o UOL

25/09/2017 04h15

Os motivos podem ser variados: vontade de engravidar, conhecimento sobre alguns de seus efeitos colaterais, como o aumento no risco de trombose e AVC (especialmente para quem fuma) e também o desejo de buscar uma abordagem mais natural em relação aos cuidados com a própria saúde. O fato é que cada vez mais mulheres questionam o reinado quase absoluto da pílula anticoncepcional quando o assunto é método contraceptivo. Elas partem em busca de alternativas --embora a maioria dos médicos ainda se mostre reticente em relação à mudança, por considerarem a pílula um método seguro e eficaz. Se você está pensando em fazer a transição, veja, a seguir, alguns fatos que podem ajudá-la na decisão.

Fontes: Leila Domingues de Oliveira Corrêa, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Jarbas Magalhães, vice-presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo) e secretário da Comissão Nacional de Anticoncepção da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), de Mogi Mirim (SP) e Alberto D'Auria, obstetra e ginecologista da Pro Matre, em São Paulo (SP).

 

O que levar em conta na hora de parar com a pílula

  • Você pode engravidar logo depois de parar

    Aquela história de que os hormônios permanecem no organismo por meses é mito. Independentemente do período que se fez uso do anticoncepcional, seu corpo vai se livrar dos hormônios em pouco tempo. Isso porque as pílulas modernas têm dosagem hormonal baixa e sem efeito cumulativo. Algumas mulheres podem levar alguns meses para voltar a ovular, outras, apenas algumas semanas.

  • Tenha um plano B em mente

    A não ser que esteja querendo engravidar, é bom já pensar em outro método. Para quem prefere métodos não-hormonais, um dos mais indicados é o DIU de cobre. En formato de T, é feito de prolipropileno (um tipo de plástico) recoberto por um fio de cobre. O metal libera íons no endométrio que alteram o pH uterino, proporcionando um ambiente hostil ao espermatozóide e impedindo sua subida até as trompas. O dispositivo é inserido no útero pelo médico, sua duração é de 5 a 10 anos, em média e, ao contrário do que se acredita, pode ser usado por quem não teve filhos ainda.

  • A libido melhora

    Se você notou que o apetite sexual diminuiu depois de começar a tomar a pílula, não foi impressão: algumas possuem componentes que diminuem a produção de testosterona (o hormônio masculino) pelos ovários --e esse hormônio é essencial para manter o desejo sexual em alta. Portanto, quando sua produção volta ao normal, a libido é, em geral, restabelecida. Mas é preciso estar atenta também a outros fatores que podem causar esta baixa, como cansaço ou depressão.

  • A pele fica mais oleosa

    Libido em baixa não é o único efeito da diminuição na produção de testosterona no organismo. Esse hormônio também está ligado à produção de sebo. Portanto, está certo dizer que a pílula pode ajudar a equilibrar a oleosidade da pele. É por isso que ela é indicada em casos de acne, até mesmo para quem ainda não tem vida sexual ativa. No entanto, quando o uso é suspenso, a produção de hormônios é normalizada e, dessa forma, a oleosidade retorna --mas apenas nos casos de quem já tem essa tendência.

  • Há um aumento do fluxo

    Muitas pílulas são uma combinação de estrogênio e progesterona. Este segundo hormônio diminui a proliferação do endométrio (camada interna do útero que cresce e descama durante a menstruação). Durante o uso do remédio, portanto, ele fica mais fino e, consequentemente, o fluxo é menor.

  • A TPM pode voltar com tudo

    A ingestão da pílula mantêm estabilizados os níveis de estrogênio e progesterona. Quando ela é interrompida, as oscilações naturais destes e outros hormônios causam cólicas e alterações de humor, entre outros sintomas da tensão pré-menstrual.

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