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Paulo Chaccur


Paulo Chaccur

Já pensou em ter um cachorro? Seu coração agradece!

wundervisuals/iStock
Imagem: wundervisuals/iStock
Paulo Chaccur

Diretor da Cirurgia Cardiovascular no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, é formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e possui mais de 40 anos de experiência.Na década de 90, Chaccur passou a liderar a própria equipe de cardiologia e cirurgias cardíacas no HCor (Hospital do Coração).

Colunista do UOL

2019-06-09T04:00:00

09/06/2019 04h00

Dizem por aí que eles são os melhores amigos do homem. Acredito que sim. E diria que essa relação vai muito além disso. Mais do que amizade, amor incondicional e companheirismo, os cachorros podem contribuir com a saúde do nosso coração, ajudando na prevenção e controle de doenças cardíacas e na redução do risco de infartos.

E sendo justo, não são apenas os cães, mas os gatos e outros animais de estimação também entram nesse grupo do bem. Segundo especialistas da American Heart Association, os pets estão fortemente associados com o controle de fatores de risco para doenças cardíacas, como obesidade, hipertensão arterial, níveis elevados de triglicérides e colesterol --gorduras no sangue que favorecem a aterosclerose, ou seja, a formação de placa de gordura que entope as artérias e consequentemente pode desencadear infartos e outros problemas no coração.

Estudos ainda apontam que o contato com os animais estimula a produção de diversos hormônios do bem, como endorfina, prolactina e oxitocina. Essas substâncias atuam na regulação de taxas de cortisol, hormônio relacionado ao estado de alerta, o que contribuí no combate ao estresse.

A acetilcolina, também liberada no organismo por conta dessa interação homem-animal, está relacionada com a redução da pressão arterial, da frequência cardíaca e respiratória. Já a sensação de bem-estar, felicidade e conforto gerada nesse convívio resulta na diminuição dos níveis de adrenalina - substância ligada ao aumento da pressão arterial.

Além disso, ter um pet em casa pode reduzir a sensação de isolamento social. Solidão, ansiedade e depressão são outros fatores desencadeantes de problemas no sistema cardiovascular que a convivência com os bichos de estimação minimiza. Os animais são compreensíveis, solidários e fiéis, o que ajuda a estabelecer uma relação de confiança e afeto com seus donos.

E podemos ir um pouco mais além, em especial no caso dos cachorros. A necessidade dos passeios regulares pode trazer uma motivação extra para a prática de atividades físicas, deixando de lado assim o sedentarismo - outro fator de risco para as doenças cardiovasculares.

Por fim, não podemos esquecer a importância dos animais nos tratamentos e na recuperação de pacientes, inclusive aqueles com problemas cardíacos. É crescente os casos de pets liberados para visitar seus tutores internados, visando melhorar ou acelerar o processo de recuperação de crianças e adultos.

Seja para ajudar na prevenção, no tratamento ou para melhorar a qualidade de vida de pessoas com cardiopatias os pets são comprovadamente aliados da saúde do seu coração.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL