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Adriana Miranda


Adriana Miranda

Você sabe a diferença entre se aceitar e se conformar?

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Adriana Miranda

Aos 62 anos, ela é palestrante e entusiasta da vida saudável e das atividades físicas. Procuradora aposentada do estado de São Paulo, está sempre em busca de segredos para ter mais disciplina, foco e determinação, para manter a saúde física e um estilo de vida leve e positivo.

Colunista do UOL

2019-06-05T04:00:00

05/06/2019 04h00

Força de vontade, disciplina, determinação, foco... Todas essas são palavras fundamentais para se ter em mente quando estamos em busca de uma vida mais saudável e equilibrada. Mas tudo isso parte de uma palavrinha, que é o degrau fundamental para todas as outras mudanças positivas na nossa rotina: a aceitação.

Não importa em que ponto da vida você esteja, nem o seu nível de satisfação com o que te cerca, nós sempre temos algo a melhorar, não é mesmo? Mas não adianta estabelecer metas irreais e objetivos irrealizáveis quando nós nem mesmo nos aceitamos como somos para começo de conversa.

Mas eu não estou falando de conformismo, muito pelo contrário! Se aceitar não é o mesmo que se conformar. É encarar de forma honesta nossas virtudes e defeitos, erros e acertos, sucessos e falhas, para assim identificarmos nossos pontos fortes a serem desenvolvidos, e também aqueles hábitos e características que estamos deixando a desejar, e que merecem ser repensados.

Lembre-se disso: todas as dificuldades, todas as lágrimas derramadas e cada arrependimento até aqui podem ter sido motivo de dor e sofrimento para você, mas também ajudaram a construir a pessoa que você é hoje. E essa pessoa é a única com o poder de mudar e melhorar tudo aquilo que ainda pode ser melhorado.

Serenidade para aceitar, ímpeto para mudar

Quando nos aceitamos como somos, nós nos amamos acima de tudo e apesar de tudo. E é justamente esse amor que vai nos levar a querer sempre o melhor para nós e a lutar para conseguir isso. E isso é o oposto de se conformar, que é uma atitude que nos leva à estagnação em condições que não nos fazem bem.

A partir do momento em que aceitamos nossas limitações e até mesmo fraquezas, podemos buscar as ferramentas para superá-las! Mas é claro que devemos ter também a humildade e discernimento para investir apenas nas mudanças que dependem de nós, e aceitar que não temos controle sobre tudo.

As atitudes das outras pessoas, as circunstâncias do mundo, problemas inesperados de saúde, seja a nossa ou a daqueles que amamos, quando não estão diretamente relacionados aos nossos hábitos (e boa parte está!), tudo isso está além do nosso controle. Só podemos fazer a nossa parte: buscar o bem, não nos colocar numa posição de vítima, evitar guardar mágoas e rancores desnecessários, cuidar do corpo e da saúde física e mental.

Atitudes simples, do dia a dia, têm muito mais poder do que imaginamos. É a partir delas que se consolidam hábitos benéficos e construtivos, que por sua vez são os blocos de sustentação de uma vida rica em realizações, sucessos, recompensas e amores. Nós somos aquilo que fazemos, nada mais, nada menos. Você está fazendo a sua parte?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL