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Covid: Com 1.006 novas mortes, Brasil completa uma semana de queda na média

A média móvel de mortes está abaixo de mil há uma semana. O número se manteve superior durante 191 dias em 2021 - Rovena Rosa/Agência Brasil
A média móvel de mortes está abaixo de mil há uma semana. O número se manteve superior durante 191 dias em 2021 Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

Carolina Marins, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do VivaBem, em São Paulo, e colaboração para o VivaBem, em São Paulo

06/08/2021 18h20

O Brasil registrou hoje 1.006 novas mortes de covid-19, elevando o total para 561.807 desde o início da pandemia. Com isso, o país completa uma semana com tendência de queda na média móvel de óbitos.

Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde. O estado de Roraima teve problemas técnicos e não atualizou o número de mortes hoje.

A média móvel de óbitos ficou abaixo de 900 pelo segundo dia consecutivo. Hoje foram, em média, 899 óbitos nos últimos sete dias, o que representa uma queda de -23% na comparação com 14 dias atrás.

Hoje também o país completa uma semana com o índice abaixo de mil óbitos depois de passar 191 dias seguidos acima dessa faixa. Em 2020, o tempo máximo foram 31 dias.

Média móvel 6/8 - UOL - UOL
Imagem: UOL

A média móvel é o cálculo da média diária de mortes a partir dos dados dos últimos sete dias. O número é considerado o mais confiável para analisar o avanço ou regresso da pandemia, uma vez que consegue corrigir as flutuações nos dados das secretarias de saúde que ocorrem aos fins de semana e feriados, quando os estados trabalham em esquema de plantão.

Hoje também foram registrados 42.302 novos casos de coronavírus. Desde o início da pandemia já foram feitos 20.108.448 diagnósticos positivos da doença.

Catorze estados registraram tendência de queda na média móvel de mortes, enquanto outros oito mais o Distrito Federal tiveram estabilidade. Amapá, Rio Grande do Norte e Goiás tiveram aceleração.

Das regiões, Centro-Oeste (13%) e Norte (-12%) tiveram estabilidade. As demais mantiveram a tendência de queda: Nordeste (-20%), Sudeste (-30%) e Sul (-25%).

Média móvel 6/8 - UOL - UOL
Imagem: UOL

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-15%)
  • Minas Gerais: estável (-8%)
  • Rio de Janeiro: queda (-19%)
  • São Paulo: queda (-40%)

Região Norte

  • Acre: queda (-70%)
  • Amazonas: estável (-2%)
  • Amapá: alta (-33%)
  • Pará: queda (-22%)
  • Rondônia: estável (-6%)
  • Roraima: alta (60%) * O estado não registrou dados de mortes até as 20h de hoje, portanto, a variação se refere à média móvel de ontem.
  • Tocantins: estável (-14%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-16%)
  • Bahia: queda (-40%)
  • Ceará: estável (-11%)
  • Maranhão: queda (-17%)
  • Paraíba: estável (-8%)
  • Pernambuco: queda (-33%)
  • Piauí: queda (-31%)
  • Rio Grande do Norte: alta (62%)
  • Sergipe: queda (-29%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (15%)
  • Goiás: alta (30%)
  • Mato Grosso: estável (15%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-29%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-16%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-41%)
  • Santa Catarina: queda (-16%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou hoje que o Brasil reportou 1.056 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. A doença já causou 561.762 óbitos em todo o país desde o começo da pandemia.

Pelos números do ministério, houve 42.159 casos confirmados de covid-19 no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 20.108.746 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, 18.868.602 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 678.382 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de saúde das 27 unidades da federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.