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Falta de proteína causa esgotamento físico e mental; veja mais 5 sintomas

Apesar de as carnes serem fontes importantes de proteínas, o nutriente está presente em cereais e leguminosas - iStock
Apesar de as carnes serem fontes importantes de proteínas, o nutriente está presente em cereais e leguminosas Imagem: iStock

Raquel Drehmer

Colaboração para UOL VivaBem

22/11/2018 04h00

Assim como os carboidratos e as gorduras, as proteínas são macronutrientes essenciais para a saúde. Atuam como responsáveis ou corresponsáveis, principalmente, pela produção de hormônios, neurotransmissores e anticorpos e pela contração muscular. Também são importantes para o crescimento adequado das crianças e para a força física em todas as idades.

É fácil entender, portanto, que não é uma boa ideia ingerir poucas proteínas e deixar seu nível cair no organismo. E isso não é um problema só dos vegetarianos ou veganos: até pessoas que comem carne podem ter falta do nutriente devido a uma dieta desequilibrada.

Caso algo esteja fora do normal, o endocrinologista, o médico nutrólogo ou o nutricionista é capaz de perceber durante uma consulta: na análise clínica, a checagem prática é feita com base tanto nos sintomas que o paciente apresenta quanto nos que ele relata. Se ficar alguma dúvida, o especialista pede um exame de sangue para verificar como estão os valores de proteínas totais e frações no organismo. Saiba quais são os principais sintomas de deficiência de proteínas no sangue.

1. Flacidez muscular

Flacidez muscular - iStock - iStock
Imagem: iStock

É o sintoma clássico da falta de proteínas no sangue, já que os músculos são construídos em grande parte pelo colágeno, uma das proteínas mais abundantes no nosso corpo. Se não houver a ingestão apropriada desse nutriente para repor o ritmo mais lento do organismo, ele vai retirar as reservas dos músculos para suprir as necessidades dos demais órgãos, levando a um “esvaziamento” muscular.

Na terceira idade isso fica mais notório devido a um processo chamado sarcopenia, que começa aos 30 anos e em que o ritmo de produção espontânea de proteínas cai cerca de 5% por década.

2. Esgotamento físico e mental

Esgotamento mental e físico - iStock - iStock
Imagem: iStock

A hemoglobina, proteína presente nas hemácias, tem a responsabilidade de ligar as moléculas de oxigênio e levá-las para todos os órgãos, nos dando energia. Com ela em baixa, esse transporte fica comprometido e nosso ânimo cai, levando a uma sensação de falta de força para pensar e para fazer qualquer esforço físico um pouco mais intenso. Uma corridinha para fugir da chuva? Nem pensar!

3. Queda de cabelos e unhas fracas

Queda de cabelo e falta de proteínas - iStock - iStock
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Dois sintomas que apontam para a mesma causa: a falta de queratina, proteína construtora dos cabelos e das unhas. Além disso, a deficiência de proteínas gerais também leva a esse estado, pois o organismo direcionará os escassos nutrientes para os órgãos vitais, deixando as estruturas externas de lado.

4. Pele sem viço

Pele sem viço e falta de proteínas - iStock - iStock
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Para estar sempre saudável e bonita, a pele precisa de duas proteínas: o colágeno e a elastina. Sem elas, fica sem viço, com uma aparência grossa e “pesada”. E aqui também se aplica o princípio citado acima, na queda de cabelos e fraqueza das unhas: a pele não entra na lista de prioridades para o uso de proteínas gerais quando elas estão em falta no organismo.

5. Cicatrização lenta

Machucado curativo cicatrização - iStock - iStock
Imagem: iStock

Feridas que não fecham nunca e arranhões que persistem por dias podem ser sinal de falta de trombina e fibrinogênio, proteínas que atuam na coagulação do sangue e na contenção de sangramentos e hemorragias.

6. Inchaço corporal

Inchaço e falta de proteínas - iStock - iStock
Imagem: iStock

Este é um sintoma mais raro, pois é decorrente de deficiência severa de proteínas gerais no organismo que leva à escassez de albumina. De forma bem resumida, a albumina estimula os líquidos a atravessaram as barreiras dos capilares e entrarem no sistema circulatório; com ela em baixa, os líquidos ficam retidos nos tecidos corporais, causando inchaço em todo o corpo.

Fontes: Livia Lugarinho, endocrinologista e membro da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista e membro do departamento de nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica)

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